Estudo aponta que perdas no agro seriam catastróficas sem aviação agrícola

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Gabriel Colle, diretor do sindicato aeroagrícola – Foto: Sindag/Divulgação

A falta do setor aeroagrícola na lavoura de soja provocaria prejuízos monstruosos para a economia brasileira. Com perdas de mais de 500 milhões de toneladas, até 2022, nas exportações de soja, além de uma queda de 1,7 milhões de toneladas para quase zero no algodão e, no arroz, de um acumulado de 172 milhões para apenas 4 milhões de toneladas nas exportações, no mesmo período. As simulações fazem parte do estudo Aplicação Aérea de Defensivos Agrícolas – Impactos econômicos e sociais do banimento da atividade, que começou a ser divulgado nesta semana pela Syngenta, Sindag, Sindiveg, Unica, Aprosoja, Abrapa,Abramilho e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

A pesquisa foi realizada a pedido das entidades pela Mendonça e Nogueira Advogados, de Brasília, com a participação do doutor em economia Elvino de Carvalho Mendonça. O documento coloca na balança também o aumento do risco ambiental, a diminuição da produtividade (que provocaria o avanço da fronteira agrícola) e do encarecimento dos alimentos. E estima ainda a queda da renda da população em diversas regiões brasileiras. Tudo a partir de um olhar sobre a cadeia envolvida com as lavouras de soja, cana-de-açúcar, milho, arroz e algodão, todas altamente dependentes da aviação agrícola.

Apresentações

A primeira apresentação do estudo ocorreu na última terça-feira (26) na sede da Federação da Agricultura do Paraná, em Curitiba. O encontro teve a participação, entre outros, do diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, além da explanação do próprio Elvino Mendonça. O relatório deverá ser apresentado também no Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Bahia, em eventos com locais e datas a serem confirmados.

O trabalho foi realizado a partir de estudos da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp/Botucatu), Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas (Ipea), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura, Agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e outras instituições.

A pesquisa estimou ainda, entre as consequências de uma eventual retirada da aviação agrícola, a elevação do aumento no custo de produção, principalmente pelo incremento no gasto com defensivos – por sua vez causado pela menor eficácia das aplicações.

Conforme o diretor Gabriel Colle, do sindicato aeroagrícola, o relatório é um alerta à falta de profundidade das discussões em diversos fóruns que debatem a questão dos defensivos e da própria aviação agrícola baseados basicamente em mitos. “Temos projetos de leis em Estados, municípios e até no Congresso Nacional que, por exemplo, pregam a luta contra os produtos utilizados nas lavouras e ‘elegem’ como solução imediata proibir a aviação. Justamente o único meio de aplicação com regulamentação própria, altamente fiscalizável.” Dados que, aliás, também fazem parte da pesquisa.

Colle lembra ainda que o setor aeroagrícola brasileiro é considerado um dos melhores do mundo, tanto em tecnologias quando em segurança e no preparo técnico do pessoal envolvido. “Além de toda a legislação incidente sobre ele, ainda conta com um selo independente de sustentabilidade, coordenado por três universidades públicas.

Da redação, com Sindag

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