Inovação: tecnologia coreana para bovinocultura chega ao Brasil

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Imagem: Youtube

O controle reprodutivo e sanitário dos rebanhos brasileiros passa a contar com uma nova e avançada tecnologia originária da Coreia do Sul. São os sensores de biocápsulas inseridos nos animais, uma tendência do mercado global que chega ao Brasil.

Vinte bovinos de corte da raça Red Angus receberam a biocápsula em uma propriedade de Santa Catarina e serão permanentemente monitorados pelo pecuarista e pela empresa Live Care, que desenvolveu a tecnologia.

As biocápsulas são inseridas, por via oral, no estômago dos ruminantes e capturam dados de temperatura do corpo e ciclos diários de líquido.

De acordo com a Live Care, os dados são enviados para uma caixa de coleta em tempo real. Isso possibilita que o produtor acesse essas informações em qualquer lugar por meio da web ou do aplicativo.

Os dados são atualizados mais de 300 vezes ao dia, permitindo que o criador compreenda melhor o tempo de inseminação após o cio, além de auxiliar na prevenção de possíveis acidentes de parto.

O serviço, disponibilizado pela Live Care em vários países, envia notificações por meio de um alarme ou mensagem quando identifica alguma anormalidade.

O produto utilizado na fabricação das biocápsulas é proveniente da cana-de-açúcar, não é tóxico e permanece no estômago do animal de seis a sete anos com total segurança.

Segundo a Live Care, foram mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento com cerca de 3 milhões de dados comparativos.

Os sensores, diz a empresa, têm alto nível de confiabilidade e detectam qualquer anomalia de imediato, evitando possíveis epidemias no rebanho.

O investimento no sistema, acrescenta a Live Care, é feito por meio de mensalidade para facilitar o acesso dos pecuaristas.

Período de testes

O sistema chegou recentemente ao Brasil e encontra-se em período de teste em apenas duas propriedades. Uma delas é a fazenda Santa Rita, no interior de Erval Velho, no meio oeste catarinense.

Proprietário da fazenda e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo considera os avanços tecnológicos excelentes suportes para o desenvolvimento da bovinocultura e de outras cadeias produtivas.

Pedrozo avalia que os dados emitidos pelo sistema são parâmetros importantes para o monitoramento da saúde e da reprodução do rebanho.

A bovinocultura está presente em 291 municípios (98,6% do total) catarinenses, conforme a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

O estado tem 78.729 pecuaristas: 35.713 (45,36%) com atividade comercial e 43.016 (54,64%) sem finalidade comercial.

Embora o estado seja mais conhecido pela produção leiteira, o predomínio é de animais de corte (51,4%) contra 34,7% de leite.

Da redação, com informações da Faesc

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