Cantor sertanejo é preso por suspeita de furto de milhões de contas bancárias

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Rick, preso no Paraná, é apontado como um dos hackers do grupo – Foto: Reprodução/Facebook

O cantor sertanejo Rick Ribeiro é uma das 18 pessoas presas durante a Operação Open Doors, deflagrada nesta segunda-feira (17) em sete estados. A quadrilha é suspeita de furtar, por meio eletrônico, mais de R$ 30 milhões de contas bancárias em um ano. A operação cumpre 43 mandados de prisão e mais de 40 de busca e apreensão em sete estados do país. Ao todo, informa o site G1, 237 suspeitos foram denunciados.

Rick Ribeiro foi preso em Ponta Grossa, no interior do Paraná, sob acusação de ser um dos hackers do grupo. Segundo a polícia, ele usava o dinheiro das fraudes para financiar seus clipes. Entre as músicas mais conhecidas do cantor estão “Copo de Balada” e “Cuida de Mim”.

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil apreendeu computadores e telefones celulares na casa de alguns suspeitos.

A operação foi é coordenada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações da 90ª DP (Barra Mansa), o grupo tinha como “vítimas” tanto pessoas físicas, quanto grandes empresas.

“Eles se especializaram nesse tipo de golpe através de uma engenharia social. Entravam em contato com as vítimas e, de forma leviana, indicavam certos números para que as vítimas digitassem na barra de rolagem do computador. Dessa forma, eles conseguiam os dados bancários”, explicou Ronaldo Brito, delegado da 90ªDP (Barra Mansa).

Segundo a polícia, o grupo atua no sul fluminense há mais de uma década, mais precisamente em Barra Mansa. Com acesso a dados cadastrais sigilosos, os suspeitos entravam em contato com as vítimas ou até mesmo departamentos jurídicos de grandes empresas e se passavam por funcionários de bancos.

Daí em diante, os criminosos forjavam um processo de atualização de cadastro. Com o número de protocolo, as vítimas eram direcionadas para uma página clonada e “hackers” tinham acesso aos dados sigilosos. De posse de senhas, os golpistas levavam no máximo 20 minutos para transferir para contas “laranjas” altas quantias das vítimas.

Outra parte da quadrilha, então, entrava em ação, seguindo até agências bancárias para efetuar saques. Uma grande empresa do ramo de planos de saúde, por exemplo, sofreu golpes estimados em R$ 500 mil.

Os acusados costumavam esbanjar e aplicavam as quantias subtraídas em imóveis e carros de luxo. Dezenas de pessoas, identificadas na investigação, eram usadas para a compra de apartamentos e casas.

Em agosto do ano passado, a Justiça já havia expedido 33 mandados de prisão contra integrantes da quadrilha. Os suspeitos serão indiciados por diversos crimes, entre eles organização criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado.

 

Da redação, com G1

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