Oeste da BA: Entidades do agro capacitam monitores de praga para trabalhar nas fazendas

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Capacitação formou quase 60  monitores para atuar na região do oeste baiano – Aiba/Divulgação

Um dos principais polos produtores do Brasil, o oeste da Bahia se prepara para mais uma safra. Ao se aproximar a época do plantio, aumenta a preocupação em combater as pragas que podem afetar as lavouras. Pensando nisso, o Instituto Aiba (Iaiba) e o Sindicato de Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) ofereceram aos jovens aprendizes da Fazenda Modelo o “Curso de identificação e Manejo de Pragas Agrícolas nas Culturas de Soja, Milho e Algodão”. A formação encerrou nesta sexta-feira (5), com a capacitação quase 60 monitores de pragas, que estão aptos para o mercado de trabalho. O objetivo é disponibilizar mão-de-obra qualificada para a região.

Este ano, a novidade do curso, que conta com aulas teóricas e práticas, foi a palestra da fiscal da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Suely Brito, que falou sobre o ataque de pragas à citricultura. Intitulada de “Programa Fitossanitário com ênfase nas principais pragas dos citros e do cacau”, a palestra chega em boa hora, já que a região está diversificando a cultura e apostando também no cultivo de cacau e de frutas cítricas, como laranja, limão e tangerina, que tem se mostrado economicamente viável.

Segundo a palestrante, não há registro de bactérias de extrema periculosidade nas lavouras de citricultura da região, a exemplo da Greening, que em São Paulo já erradicou cerca de 51,1 milhões de árvores, o equivalente a três vezes o parque citrícola da Bahia. “É uma bactéria muito forte, por isso devemos ficar atentos nessas novas regiões e trabalhar com material genético e fitossanitário que resultam em mudas de qualidade. Os produtores devem adquirir mudas protegidas e produzidas na própria Bahia para evitar trazer a contaminação de outras regiões como São Paulo, Minas Gerias e Paraná”.

A segurança no trabalho durante a aplicação de defensivos agrícolas também foi abordada no curso. Quem falou sobre o tema foi o coordenador do Programa Soja Plus pela Aiba, Samuel Leite. “Seguir todas as normas de segurança é mais que seguir regras, é cuidar da própria saúde. É de extrema importância que quando o técnico agrícola for manusear qualquer defensivo esteja com todo o seu Equipamento de Proteção Individual (EPI) para que não ocorra nenhum perigo à saúde do técnico”, destacou.

Atenta aos ensinamentos, a jovem aprendiz Najara Oliveira, aluna do curso de supervisão agrícola elogiou a inciativa. “O curso é muito interessante porque nos possibilita de ter novas visões e novas experiências em campo. Além da formação em supervisão agrícola, o manejo de pragas é uma competência a mais que agrega o nosso currículo”, avalia.

Da Aiba

AGROemDIA

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