Agro colhe bons resultados nas eleições e segue forte no Congresso

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FPA reúne parlamentares que apoiam o setor agrícola – FPA/Divulgação

Em meio à renovação política ocorrida nas eleições deste ano, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manteve grande parte dos seus membros para a próxima legislatura. De 245 parlamentares, 117 foram reeleitos e seguem na bancada. No Senado, com a migração de deputados membros eleitos para a Casa, o percentual é ainda maior. Dos 27 senadores hoje atuantes na FPA, 18 permaneceram, cerca de 67%. Na Câmara, dos 218 deputados, 99 foram reeleitos e há a perspectiva de novos integrantes em 2019, destaca nota divulgada pela FPA.

Com a nova composição, houve uma pulverização das coligações. Isso, segundo a presidente da FPA, a deputada reeleita pelo Mato Grosso do Sul Tereza Cristina (DEM), mostra uma pluralidade na representatividade da bancada para os próximos anos. “Neste cenário de pulverização dos partidos, estamos bem representados. Houve renovação de 85% no Senado e mais de 50% na Câmara, mas a FPA manteve sua essência na atuação parlamentar em defesa da agropecuária”, ressalta Tereza Cristina.

Em uma margem de mais de 20 partidos, a FPA tem em sua maioria representação do MDB, com 20%; DEM e PP com 12%; PR com 11%; PSD, 8%; PDT, 6%; PSDB e Solidariedade, 5%; além da presença do PSL, Pode, PPS, PTB, PROS, PHS, PRB, PT, PPL e PSC.

A presidente enfatiza ainda que a permanência dos parlamentares se deve ao reconhecimento da atuação legislativa baseada em projetos para a sociedade. “Vivenciamos um novo tempo na política brasileira e mundial. Ser reeleito é uma vitória por um trabalho realizado em prol de conquistas para a sociedade e ao cidadão brasileiro. E isso continuará.”

Eleito como o senador mais votado no Rio Grande do Sul, o ex-deputado federal Luis Carlos Heinze (PP), membro da FPA, teve mais de 2 milhões de votos. Ainda no estado, o vice-presidente da FPA, o deputado Alceu Moreira (MDB/RS) foi reeleito. No Senado, também se reelegeram Sérgio Petecão (PSD/AC) e Ciro Nogueira (PP/PI), ambos membros da FPA.

Em Santa Catarina, os deputados Espiridião Amim (PP) e Jorginho Mello (PR), integrantes da FPA, venceram o pleito para as duas vagas no Senado. No DF, Izalci Lucas (PSDB), também membro da FPA, garantiu uma das vagas de senador. Outros estados também tiveram membros da FPA eleitos para o Senado, como Irajá Abreu (PDT/TO), Weverton Rocha (PDT/MA), Marcelo Castro (MDB/PI) e Zenaide Maia (PHS/RN).

Em Mato Grosso do Sul, a senadora eleita Soraya Thronicke (PSL) também já falou, em uma rede social, sobre sua relação com o agro e que antecipou que pretende trabalhar em favor das pautas do setor no Senado.

Os deputados Evair de Melo (PP/ES), coordenador institucional da FPA; Zé Silva (SD/MG), vice-presidente da FPA na Região Sudeste; e Sérgio Souza (MDB/PR), vice-presidente da FPA na Região Sul, também foram reeleitos para a Câmara. Cerca de 10 membros da FPA concorreram a cargos no Executivo em sete estados do país: AC, CE, SC, MG, RR, TO e GO.

É o caso dos senadores Ronaldo Caiado (DEM) e Gladson Cameli (PSDB), membros da FPA, eleitos em primeiro turno para os governos de Goiás e Acre, respectivamente. O deputado Marcos Montes (PSD/MG), ex-presidente da FPA, concorre, no segundo turno, a vice-governador de Minas Gerais na chapa de Antonio Anastasia (PSDB/MG), como governador e também integrante da FPA.

Novos nomes

Novos nomes que têm relação com o setor produtivo nacional, vieram de regiões produtoras do país e exerceram cargos ligados ao agronegócio chegam ao Congresso Nacional. É o caso, por exemplo, de Neri Geller (PP/MT), ex-ministro da Agricultura e ex-secretário de Política Agrícola do Mapa.

Quarto deputado federal mais votado em Mato Grosso, Geller trabalhou, durante sua gestão no Mapa, para melhorar o acesso ao crédito rural, especialmente para pequenos produtores rurais, e a as relações comerciais do Brasil com mercados internacionais, visando regras menos desiguais.

José Mário Schreiner (DEM/GO), ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), e Roberto Pessoa (PSDB/CE), ex-vice-prefeito de Maracanaú, são outros deputados federais ligados ao setor rural.

Outro destaque é Pedro Lupion (DEM), eleito pelo Paraná para deputado federal. Ele é deputado estadual desde 2010 e autor de projetos que fortalecem o desenvolvimento sustentável da agropecuária. Trabalhou, por exemplo, na defesa de projeto de lei que institui a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná. Para ele, o agro é o principal motor de desenvolvimento econômico e social do país, gerando emprego e renda a milhares de famílias.

Lupion adiantou que pretende ser membro da FPA e que trabalhará para fortalecer os produtores rurais, além de focar em melhorias no seguro agrícola e na segurança jurídica e no campo. “Tenho a plena convicção de que a pauta agropecuária é um laço forte com as melhorias sociais e econômicas que o Brasil precisa. Farei um trabalho junto à FPA nos próximos quatro anos.”

Apoio a Bolsonaro

No último dia 2, a FPA declarou apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), que disputa o segundo turno. Em nota, a presidente da Frente, deputada Tereza Cristina (DEM/MS), destacou que o apoio a Bolsonaro vai ao encontro dos anseios do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios.

A presidente assinalou ainda que a FPA estava reafirmando seu compromisso com um governo responsável, ético e transparente, em consonância com as pautas que a FPA defende, com o desenvolvimento sustentável do país e da agricultura, bem como a garantia de estabilidade econômica e social, alcançando toda a população. “Queremos um governo capaz de resgatar a dignidade do povo brasileiro, a partir de um Estado que proporcione educação, saúde e segurança pública de qualidade”, defende Tereza Cristina.

Da redação, com FPA

 

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