Universitários de MT debatem proposta da nova lei dos pesticidas

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Fabrício Rosa, da Aprosoja, debate mitos e verdades sobre agroquímicos em MT – Aprosoja

Estudantes de nível superior de 15 municípios mato-grossenses foram o público alvo de mais uma edição do Circuito Aprosoja Universitário, iniciativa promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) entre os dias 29 de outubro de 23 de novembro. O objetivo é provocar discussões com os futuros profissionais do estado que, direta ou indiretamente, vão atuar no mercado profissional do agronegócio.

Neste ano, o tema escolhido foi “Lei do Alimento Mais Seguro – Mitos e Verdades” e discutiu a proposta de mudança da legislação atual de pesticidas que tramita no Congresso Nacional, assunto sobre o qual pairam mitos e boatos propagados nas mídias sociais na forma de fake news.

Um dos convidados para falar do assunto e demonstrar a importância, segurança e alta tecnologia dos pesticidas foi Fabrício Rosa, engenheiro agrônomo e diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), entidade que tem se destacado em Brasília como a mais atuante na defesa do uso racional dos pesticidas e da necessidade de modernização da atual legislação.

De acordo com Rosa, enquanto outros países registram com agilidade novos produtos com menor toxidade e maior eficiência, o Brasil ainda leva oito anos para disponibilizá-los aos agricultores. “Isso acontece devido à utilização de critérios legais ultrapassados para o registro e à falta de um sistema informatizado atrelado a prazos factíveis”, explica Fabrício Rosa.

Segundo ele, a proposta de modernização da legislação sobre defensivos está baseada no que há de mais moderno no mundo, inclusive com critérios de registro já usados para medicamento e outras tecnologias no Brasil.

“Os produtos na fila de registro novos com patente já estão registrados em países extremamente criteriosos com saúde e meio ambiente como Japão, Alemanha, EUA, Austrália, o que atesta sua segurança para serem usados no Brasil. E os produtos sem patente, também chamados genéricos, não deveriam demorar tanto para serem registrados, já os órgãos brasileiros já atestaram sua segurança no Brasil”, esclarece.

A Aprosoja Brasil alerta que autoridades brasileiras e internacionais têm manifestado a segurança dos pesticidas. “Oncologistas renomados atestam que a presença de resíduos de pesticidas nos alimentos não é responsável por casos de câncer. Se isso fosse verdade, essa seria a doença mais prevalente no mundo”, acrescenta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), através do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), iniciado em 2001, atestou que 99% das amostras estavam próprias para consumo, ou seja, não apresentaram nenhum risco a população. “E os 1% das amostras que deram limite acima do máximo permitido, em casca de abacaxi e de laranja, não são consumidos in natura pelas pessoas”, finaliza Fabrício Rosa.

Também participam do Circuito o professor José Otávio Menten, associado da Esalq/USP e presidente do Conselho Científico para Agricultura Sustentável, com o tema “A importância dos defensivos para a produção agrícola”, e Edivandro Seron, consultor na área de inteligência regulatória com foco em defensivos agrícolas, sementes, biotecnologia e assuntos ligados à Comissão de Alimentos do Mercosul.

Da Aprosoja Brasil

 

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