Registro de defensivos biológicos bate recorde em 2018

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Mapa registrou 52 novos defensivos biológicos  – Alberto Marsaro Junior/Embrapa

O registro de defensivos agrícolas de baixa toxicidade bateu recorde em 2018. Foram 52 novos produtos de um total de 450 registrados no ano passado, segundo nota divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os produtos de baixa toxicidade – menos nocivos à saúde humana – são aqueles que contêm organismos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, semioquímicos ou extratos vegetais e podem até mesmo ser usados na agricultura orgânica.

Em 2017 foram registrados 40 produtos de baixa toxicidade, somando 405 registrados; em 2016 foram 39 biológicos e 277 no total. “A variedade de produtos beneficia muitas culturas, pois a maior parte deles são registrados para um ou mais alvos biológicos, independente da cultivar onde estas pragas são encontradas”, diz o chefe da Divisão de Registro de Produtos Formulados da Secretaria de Defesa Agropecuária, Bruno Cavalheiro Breitenbach.

De acordo com ele, o recorde de produtos menos tóxicos é resultado da política adotada pelo governo federal de priorizar a análise dos processos de registro desses produtos”. Além disso, assinalou Breitenbach, há maior demanda dos produtores rurais brasileiros por alternativas menos agressivas ao meio ambiente e ao consumidor.

Com a nova política de priorizar os produtos biológicos, a demora para o registro desses produtos teve redução acentuada. Atualmente, o tempo médio entre o pedido de registro pelo interessado e a conclusão do processo varia de três a seis meses.

Hoje, existem 1.345 pedidos de registro de agrotóxicos em análise no Mapa. Além do ministério, os ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também analisam os pedidos.

Vespas

Exemplos de defensivo biológico são algumas espécies de vespas ou fungos que, ao serem liberados nas lavouras, atacam unicamente as lagartas causadoras de danos às culturas. O produtor brasileiro pode então dispensar o uso de produtos químicos para travar uma guerra biológica com as pragas, onde quem ganha é o bolso do produtor, a sociedade e o meio ambiente.

Na avaliação de Breitenbach, o mercado dos produtos biológicos tende a aumentar, tendo em vista que há volumes cada vez maiores de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, bem como um aumento do número de empresas que atuam neste segmento.

Da redação, com Mapa

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