Risco de rompimento de mais uma barragem leva pânico a Brumadinho

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Número de mortos na tragédia sobe para 37; mais de 250 estão desaparecidos -Isac Nóbrega/PR

Do G1*

Os moradores de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, acordaram neste domingo (27) com o barulho das sirenes que avisaram sobre um possível novo rompimento de uma barragem da Vale. O número de mortes causadas pelo primeiro rompimento na Mina Córrego do Feijão, ocorrido na sexta-feira (25), subiu para 37; mais de 250 estão desaparecidos.

A agente de saúde Raiane de Resende ouviu as sirenes e saiu de pijama. “Pegamos água, biscoito, a gente não sabe o que pode acontecer”. Ela, o pai, a mãe, a irmã, irmão e dois sobrinhos vieram em um carro para a UBS do Parque da Cachoeira, na parte alta da região.

“Cedinho foi todo mundo no desespero. Passou uma caminhonete do vizinho buzinando e avisando todo para sair”. Ela mora há 20 anos aqui e disse que nunca fizeram treinamento de evacuação.

Marcos Vinícius Pinto e Naiara Pereira também foram acordados com o alerta do toque da sirene. Eles contam que, com o clima de apreensão, um vizinho, que tem problemas cardíacos, passou mal. Eles disseram que, às pressas, levaram o homem para Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Agora, o casal vive outra apreensão já que foi impedido de voltar para casa no bairro Cohab por causa do bloqueio montado pela polícia.

A filha deles ficou na casa da avó, que fica em uma parte mais baixa e já foi atingida por enchentes provocadas por temporais anteriormente.

Já a família de Durvalina Oliveira Soares acordou por volta das 6h com as sirenes. Ela, as duas filhas, o genro e 5 netos se apertaram todos no carro e foram para a parte alta da comunidade do Tejuco. O plano era aguardar as orientações para saber quando voltam para casa.

O mesmo corre-corre foi para Adilson Charles Ramos de Souza. Ao ouvir as sirenes, ele pegou os filhos e saiu para a casa da avó. Depois, segundo Adilson, ele ajudou a retirar pessoas obesas e que estavam passando mal.

O bombeiro civil Daniel Ferreira Galvão disse que havia um bloqueio na altura da ponte que dá acesso ao Centro de Brumadinho e que todos foram impedidos de passar.

Galvão falou que a barragem sob alerta de rompimento fica a 14 quilômetros de onde o bloqueio foi feito.

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