Manual orienta fiscalização do comércio de vacinas contra aftosa

manual aftosa
Reprodução da capa do manual/Mapa/Divulgação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou o manual com orientações sobre fiscalização do comércio de vacinas contra febre aftosa e sobre o controle e avaliação das etapas de imunização. A publicação busca criar padrões para manter a qualidade das vacinas produzidas no país, objetivando aumentar a eficiência na imunização dos rebanhos.

O manual “Orientações para fiscalização do comércio de vacinas contra a febre aftosa e para controle e avaliação das etapas de vacinação” é voltado aos serviços veterinários, revendedores e criadores, que devem seguir as suas normas. A versão digital, de 41 páginas, é resultado de atualização da primeira edição, publicada em 2005.

Segundo o auditor fiscal agropecuário da Divisão de Febre Aftosa e Outras Doenças Vesiculares (Difa), Luiz Cláudio Coelho, a fiscalização do comércio de vacinas contra a febre aftosa é de responsabilidade do Serviço Veterinário Oficial (SVO) para cumprimento do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).

Coelho informa que as revendas de produtos de uso veterinário só podem funcionar se estiverem registradas e licenciadas pelo Mapa. Para obtenção da licença, o interessado deve acessar o site www.agricultura.gov.br, no link Sistema, localizar Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) e inserir as informações solicitadas.

Controle

No caso das indústrias produtoras de vacinas, durante todo o processo de fabricação, são realizados testes de comprovação da inativação do vírus e para controle de esterilidade da vacina, além da avaliação da integridade da emulsão (mistura).

Todos os testes são repetidos pelo Mapa em seu laboratório (Lanagro), localizado no Rio Grande do Sul. Hoje, só pode ser usada a vacina inativada, bivalente, formulada com as cepas virais A24 Cruzeiro e O1 Campos.

Os laboratórios que produzem vacinas são submetidos anualmente a inspeções e avaliações do Mapa para verificação do cumprimento das condições de biossegurança e de boas práticas de fabricação. O lote de vacina, passando por todos os testes, é aprovada e liberada para comercialização. Se não for, é destruído.

A selagem (colocação do selo holográfico, que garante que o produto foi testado oficialmente) é supervisionada pelo Mapa, que também confere e registra o número de frascos liberados à venda. Após o controle e a anotação das quantidades, os lotes são liberados para comercialização. A Central de Selagem disponibiliza ao Mapa e aos Serviços Veterinários Estaduais (SVE) as informações referentes ao total e ao destino das vacinas comercializadas.

A vacina contra a febre aftosa deve ser conservada sob refrigeração (temperatura entre 2 e 8ºC). O prazo de validade é de 24 meses e é comercializada em embalagens de 15 e 50 doses.

O parque industrial de produção de vacinas contra a febre aftosa tem capacidade para atender à demanda das etapas de vacinação no país, exportar o produto para outros países da América do Sul e manter um estoque regulador de abastecimento.

Da redação, com o Mapa

AGROemDIA

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Um comentário em “Manual orienta fiscalização do comércio de vacinas contra aftosa

  • 20 de abril de 2019 em 19:09
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    Este artigo faz referencia a nova vacina que será usada na próxima campanha (maio/2019)?

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