Café cultivado no DF será uma das atrações da AgroBrasília

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Café do Distrito Federal tem alta produtividade e qualidade – Daniel Medeiros/Embrapa

O Planalto Central abriga importantes produtores de café, como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Embora tenha apenas 438,38 hectares destinados à cafeicultura, o Distrito Federal também vem se destacando no setor, sobretudo pela alta produtividade e qualidade. O café de DF será uma das atrações da AgroBrasília – Feira Internacional dos Cerrados, que será realizada de 14 e 18 de maio, no Parque Ivaldo Cenci, PAD-DF, BR-251, Km 5, Brasília.

A AgroBrasília terá duas áreas demonstrativas para que os visitantes conheçam as diversas variedades de cultivares de café. Um desses espaços será do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). A cafeicultura terá ampla divulgação no evento por causa do grande potencial da região para o cultivo do grão, principalmente o irrigado.

A produtividade de café no DF está entre as maiores do país. A média de colheita por hectare é de 43 sacas, incluindo o café de sequeiro, podendo alcançar 55 sacas em área irrigada.

Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), foram produzidas na última safra 1.152,98 toneladas do grão.

A maior parte do café da região é o da variedade arábica, sendo totalmente irrigado. Uma das razões para a boa produtividade são as condições climáticas favoráveis, como a altitude e a baixa umidade do ar.

Outra característica importante do café produzido no Distrito Federal é a alta qualidade do produto. “A baixa umidade na região dificulta que o grão apodreça e dá um diferencial ao café produzido aqui”, observa Marconi Borges, gerente da Emater-DF.

Prêmio

A qualidade do café produzida na região já é destaque no cenário nacional e rendeu prêmios ao produtor rural Carlos Alberto Leite Coutinho. Ele ficou em 3o lugar no 28º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Expresso, realizado em São Paulo no início de abril.

“O Distrito Federal e o Entorno têm uma extraordinária aptidão para a produção de cafés especiais, aspecto que desconhecia quando iniciei o cultivo. Isso me proporcionou a conquista de três prêmios regionais e a classificação entre os finalistas nacionais no 28º Prêmio Ernesto Illy, uma das mais importantes premiações da cafeicultura brasileira”, ressalta Coutinho.

Segundo o produtor, o Distrito Federal tem um enorme potencial para estar entre as principais regiões produtoras de cafés especiais do Brasil. “Uma excelente oportunidade para a diversificação da nossa agricultura.”

Coutinho cultiva 300 mil pés de café arábica desde 2008, em uma área de 80 hectares em Sobradinho e Brazlândia. Só na última safra, o produtor colheu 2 mil sacas do produto.

A premiação representa um marco para o setor. Afinal, é a primeira vez que um representante do Centro-Oeste fica entre os três primeiros lugares no concurso.

Estimativas

Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a primeira estimativa para a produção da safra cafeeira (espécies arábica e conilon) em 2019 indica que o país deverá colher entre 50,48 e 54,48 milhões de sacas de café beneficiado.

O resultado representa redução de 18,1% a 11%, respectivamente, quando comparado à produção de 2018. A área destinada ao cultiva de café também deve apresentar queda de 1,2% em relação à temporada passada, alcançando 1.842,2 mil hectares.

Da redação, com Ascom/AgroBrasília

 

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