Arrozeiros miram acordo do Mercosul para abrir mercado europeu

alexandre federarroz e eduardo sampaio mapa medida certa
Alexandre Velho (E), com o secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio – Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) reforçou ao Ministério da Economia, durante reunião em Brasília, nesta semana, a importância da abertura de novas mercados para o cereal brasileiro. A entidade pediu que o assunto seja tratado durante as negociações do acordo Mercosul-União Europeia.

“Este assunto está na pauta e existe um volume inicialmente de 150 mil toneladas de arroz incluído no acordo. Nós solicitamos que este volume seja de pelo menos 600 mil toneladas para que tenhamos condição de aumentar as exportações para a União Europeia”, disse Alexandre Velho.

A Federarroz também tratou, no Ministério da Economia, de questões relacionadas à desoneração do setor arrozeiro. Segundo Alexandre Velho, a pasta está preparando medidas estruturais para o arroz relativas à energia elétrica, tarifas portuárias, cabotagem e facilitação da importação de máquinas e implementos agrícolas do Mercosul.

Já em reunião com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), o tema novamente foi o Fundo de Aval. Conforme o vice-presidente da Federarroz, houve avanços na busca de uma taxa de juros menores para as dívidas.

Conforme Alexandre Velho, a entidade também apresentou um modelo de operação em que produtor poderá quitar as dívidas com os fornecedores de insumos. De acordo com ele, o prazo inicial de pagamento seria de cinco anos, com dois de carência, mas os arrozeiros pediram que seja de sete anos, com dois anos de carência, tendo o produtor cinco anos para pagar.

Já a taxa de juros proposta pelo banco é de 11% ao ano. A Federarroz defende que seja menor “Deixamos claro que isso não resolve o endividamento, mas atende uma parte específica dos problemas que os produtores têm diretamente com os fornecedores de insumos. É um capital de giro para que os produtores possam quitar suas dívidas e tenham um fôlego para ter uma condição melhor de comercialização”, enfatiza Velho.

Alexandre Velho também teve reuniões no Ministério da Agricultura, onde tratou de temas como o Plano Safra e a comercialização do arroz com o secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio. No Ministério das Relações Exterior, ele conversou sobre a abertura de mercados, como já fizera no Ministério da Economia.

 

 

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