Turismo Halal: um mercado de bilhões ainda inexplorado no Brasil

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Chaiboun Darwiche: Brasil precisa seguir exemplo de países asiáticos e investir mais para atrair um maior número de turistas muçulmanos – Divulgação 

Dados do Ministério do Turismo apontam aumento do número visitas de tunisianos e libaneses ao Brasil em 2018. Se de um lado isso é um indicador do potencial turístico que o país tem para explorar, de outro reforça a necessidade de ampliar os investimentos para ter uma infraestrutura adequada para receber turistas estrangeiros, especialmente os muçulmanos.

O balanço registrou 6.621.376 chegadas internacionais em solo brasileiro – crescimento de 0,5% em relação a 2017. Desse total, 1.488 foram tunisianos, contra 1.374 de 2017. Já os libaneses somaram 2.860 em 2018, aumento de 283 pessoas em relação ao ano anterior, quando o total foi de 2.577 visitantes.

Segundo o CEO da Siil Halal, Chaiboun Darwiche, em 2017 o turismo Halal movimentou US$ 192 bilhões ao redor do mundo e estima-se crescimento de 121,35% até 2020.  “Ao todo, o turismo Halal conta com 130 destinos com enorme procura ao redor do globo, sendo 48 de origem islâmicas e 82 não-islâmicas.”

Entre os países não-islâmicos, informa Darwiche, os dez primeiros são Singapura, Tailândia, Reino Unido, Japão, Taiwan, Hong Kong, África do Sul, Alemanha, França e Austrália. “O Brasil ainda não faz parte do ranking dos mais visitados”, observa o empresário.

De acordo com o executivo, o Brasil precisa seguir o exemplo de países asiáticos e investir mais para se tornar um destino atraente ao turismo Halal. “Já há esforços para que este jogo vire”, mas é necessário ter uma ação empreendedora mais forte, assinala Darwiche.

Para ele, o lapso que o país enfrenta é estrutural, tendo em vista as necessidades religiosas dessas populações. “Devemos olhar com atenção às exigências da chegada dos muçulmanos ao Brasil até a sua partida. Quando chegam são necessários recursos específicos que atendam às necessidades dos que praticam a fé islâmica. Aeroportos, hotéis, restaurantes, pontos turísticos e hospitais devem conter a certificação Halal”, salienta.

Atenta a essas demandas, a Siil Halal orienta e capacita empresas interessadas em acessar o mercado muçulmano. “Participamos de treinamentos na Coreia do Sul, Tailândia, Japão e Rússia para capacitar nossos profissionais para aplicar as normas para a certificação Halal a seus negócios direcionados para o turismo Halal”, afirma Darwiche.

Depois de consolidar a parte estrutural, enfatiza o empresário, o Brasil terá de investir forte em marketing para divulgar o potencial voltado ao turismo Halal. Isso é o que faz, por exemplo, a Tailândia, que investe pesado em propaganda direcionada ao turismo Halal”, acrescenta Darwiche.

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