“Abrir a porteira” para o turismo rural pode ser fonte extra de renda

O frutiturismo pode ser uma boa atividade geradora de renda extra para produtores de frutas, mostra levantamento realizado pela equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.
No geral, qualquer agricultor pode investir no frutiturismo. Ainda assim, a equipe constatou que produtores que já estão localizados em regiões turísticas tendem a ter muito mais facilidade para desenvolver a atividade frente aos que não estão.
Na reportagem, publicada na mais recente edição da revista Hortifruti Brasil, são apresentadas algumas diretrizes para a construção de um frutiturismo sólido e de sucesso. Contudo, nem sempre há necessidade de produtores se adequarem a todos os pontos mencionados – isso vai depender de cada propriedade, objetivo, região, entre outros.
A partir da aplicação destas diretrizes, a atividade tende a se tornar mais coesa, integrada, proporcionando benefícios para as comunidades, em um contexto macro.
Os interessados em implantar o frutiturismo em suas propriedades também precisam avaliar uma série de questões internas de sua produção e relacionadas à comunidade, ao município e à região. Assim, a regionalização é um ponto relevante, no sentido de que torna a atividade mais integrada e fortalecida, além de costumes, história e produções locais.
Ressalta-se que um frutiturismo ordenado e fortalecido depende fortemente de ações articuladas por parte dos setores público e privado, principalmente no que diz respeito à infraestrutura. Ainda assim, a sustentação da atividade não pode ser garantida, diante das necessidades das constantes adaptações com uma demanda tão heterogênea – o frutiturismo precisa garantir atratividade, acessibilidade, divulgação, infraestrutura, mão de obra, entre outros.
Você também encontra nesta edição:
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MELÃO – Preços do amarelo despencam em junho, mesmo com oferta controlada
MAMÃO – Preços do formosa e do havaí são recordes para junho
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