Criadores de Nelore condenam desmatamento e rebatem críticas ao agro

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Os criadores de gado Nelore do Brasil condenam o desmatamento em unidades de conversão, em terras indígenas e em qualquer outro lugar onde seja feito de forma ilegal. Ao mesmo tempo, rechaçam as críticas que o agronegócio, e consequentemente a cadeia de carne bovina, está sofrendo por causa das queimadas na Amazônia. Em nota divulgada nesta sexta-feira (30), eles também cobram punição para quem estiver envolvido nessas práticas criminosas.

“Nós, criadores de Nelore, não aceitamos e refutamos o desmatamento em unidades de conservação, terras indígenas e o desmatamento ilegal como um todo, em qualquer área e região do país. Exigimos punição a todos os envolvidos nessas práticas criminosas”, diz, em nota, a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).

Com o comunicado, a associação se soma às entidades do setor que têm reafirmado o compromisso dos produtores rurais com a preservação ambiental. As manifestações se intensificaram a partir da repercussão nacional e internacional provocada pelas recentes queimadas na Amazônia.

Abaixo, a íntegra da nota da ACNB:

“Carta aberta à sociedade brasileira

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), entidade que representa, fomenta e valoriza a raça Nelore no país, expressa sua profunda indignação em relação às críticas que o agronegócio e, por extensão, a cadeia da carne bovina, vêm sofrendo de várias frentes, particularmente sobre a questão ambiental.

Nós, criadores de Nelore, não aceitamos e refutamos o desmatamento em unidades de conservação, terras indígenas e o desmatamento ilegal como um todo, em qualquer área e região do país. Exigimos punição a todos os envolvidos nessas práticas criminosas. Por outro lado, também nos indignamos contra quem, sem conhecimento, utiliza os meios de comunicação para generalizar notícias falsas sobre o setor produtivo.

Temos orgulho da atividade que exercemos. Com trabalho de sol a sol, sempre com respeito ao meio ambiente, contribuímos, e muito, para o aumento da produção de carne bovina, tanto para atender à demanda interna como para a população de mais de 150 países que consomem produtos do agronegócio brasileiro.

O Brasil deixou de ser importador de carne bovina e, a partir da década de 1980, iniciou um processo sem volta de consistentes investimentos em genética, nutrição, sanidade, gestão e mão-de-obra para alçar à liderança global.

Hoje, nosso país é o segundo maior produtor mundial de carne bovina, com quase 10 milhões de toneladas/ano, e líder em exportação, com expectativa de comercializar 1,7 milhão de toneladas em 2019 e receita em torno de US$ 7 bilhões!

Há pecuária em todos os mais de 5.700 municípios brasileiros. A atividade ajuda a manter a população no campo, gerando emprego, renda e alimentação.

Importante ressaltar que o agro brasileiro é regido por um código florestal extremamente rígido, talvez o mais rigoroso do planeta. Somos responsáveis e legalistas. Nossa primeira obrigação é produzir mais em menos área. Nesse sentido, a produtividade é fator essencial do nosso negócio.

Em regra, no mínimo 20% da área de todas as propriedades rurais são preservadas. No bioma amazônico, o percentual é de extraordinários 80%!

Não medimos esforços para produzir e para preservar. Mais do que ninguém, o produtor rural e, particularmente, o criador deNelore, amam a terra, pois dela sobrevive. Dessa forma, não é apenas o maior responsável por sua preservação, mas o mais interessado em preservá-la.

Por esses e outros motivos, atinge em cheio o coração do pecuarista ser taxado de agressor do meio ambiente.

Repugnamos tais acusações e reafirmamos o nosso maior compromisso: colocar alimentos de qualidade na mesa dos brasileiros e da população mundial, com respeito às pessoas e ao meio ambiente.”

 

AGROemDIA

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