Tereza Cristina:  Associar queimadas na Amazônia ao agro é “oportunismo criminoso”

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Ministra da Agricultura participa de seminário com empresários egípcios – Mapa/Divulgação

Associar as queimadas na Amazônia à agropecuária brasileira é oportunismo criminoso, disse a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), neste domingo 15, a empresários egípcios, durante seminário na Federação das Câmaras Egípcias de Comércio, na cidade do Cairo. Em seu discurso, ela também destacou o potencial para o comercio agrícola e investimentos entre o Brasil e o Egito.

Tereza Cristina afirmou que o governo brasileiro e os produtores rurais sempre estiverem preocupados com a situação da Amazônia e que estão sendo tomadas medidas para combater os incêndios na floresta:

“O Brasil nunca deixou de reconhecer a gravidade da questão [das queimadas]. Entretanto, associá-la à produção agropecuária brasileira é um oportunismo criminoso. O que é preciso fazer, e está sendo feito, é identificar e punir os verdadeiros culpados. A preservação ambiental é uma preocupação não apenas do governo brasileiro, mas dos próprios produtores rurais.”

A ministra enfatizou ainda a sustentabilidade do agro brasileiro, acrescentando que isso precisa ser informado de modo mais proativo aos consumidores do mercado mundial. O esforço do Brasil, pontuou, “é continuar a divulgar a imagem internacional da agricultura brasileira, de forma a apresentá-la a parceiros exatamente como ela é: inovadora, dinâmica, responsável, lucrativa e sustentável”.

Ela sublinhou também que a produtividade da agropecuária brasileira cresceu significativamente nas últimas décadas, caminhando junto com a sustentabilidade.

Exportações

No discurso, a ministra ressaltou que 75% das exportações agrícolas do Brasil para o Egito estão concentradas em carne bovina, açúcar e milho. Na sua avaliação, há espaço para diversificar as trocas comerciais, com café e suco de frutas, por exemplo. “O potencial de comércio e investimentos entre Brasil e Egito é enorme e precisa ser aprofundado.”

Segundo o presidente da Federação das Câmaras Egípcias de Comércio, Ibrahim Al- Arabi, 11% dos produtos alimentícios consumidos no Egito são provenientes do Brasil. Para ele, é preciso fortalecer a logística e o transporte para ampliar a relação bilateral.

Al- Arabi mencionou o acordo de livre comércio com o Mercosul, firmado em 2010, como forma de favorecer os negócios. “Os ventos da Primavera trouxeram mais investimentos para o Egito, e o Brasil é parceiro neste caminho”.

Já o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Rubens Hannun, defendeu menos burocracia nas exportações, custos mais baixos e prazos menores nos trâmites. No último dia 5, informou, a Liga dos Estados Árabes abriu linha direta de diálogo com o Brasil, especialmente o Egito.

A participação no seminário foi um dos últimos compromissos de Tereza Cristina no Egito. Até o próximo dia 23, a ministra coordena missão ao Oriente Médio. Além do Egito, a delegação brasileira visitará a Arábia Saudita, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos.

Empresários, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira, e técnicos do Mapa participam da missão.

Da redação, com informações do Mapa

 

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