CNA debate ações para impulsionar mercado de feijão e pulses

grao de bico antonio araujo mapa 23 10 19
Foto: Antonio Araujo/Mapa

O Brasil tem potencial para ser um grande exportador de feijão e pulses – leguminosas secas como grão-de-bico, ervilha e lentilhas –, mas precisa produzir em escala para atender à demando do mercado, especialmente de países asiáticos. O cenário do setor e as ações necessárias para aumentar a sua participação no comércio exterior foram debatidas durante o I Encontro de Produtores e Exportadores de Feijão e Pulses, em Brasília.

Promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o evento reuniu, nessa terça-feira 22, produtores de Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Bahia e Goiás, além de representantes de sindicatos de produtores rurais, exportadores e dirigentes da entidade.

Além do mercado internacional, cujos maiores compradores são a China, Índia, Emirados Árabes, Turquia e Egito, o Brasil tem potencial de consumo doméstico para e aumentar a produção de pulses, já que ainda é importador de lentilhas e grão-de-bico.

O objetivo do encontro foi levantar as demandas dos produtores rurais e conhecer a experiência dos exportadores para elaborar uma agenda positiva para o setor, segundo o vice-presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Ariolli.

O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, falou sobre a atuação da entidade por meio das comissões nacionais e das câmaras setoriais do Ministério da Agricultura e outros fóruns para defender o interesse dos produtores e promover o desenvolvimento da agropecuária brasileira.

Oportunidades e produção em escala

“Criamos a oportunidade para melhorar a situação econômica e alavancar a produção de feijão e pulses. A intenção é que possamos repetir esses encontros com agendas específicas para podermos elevar a competitividade desses produtores rurais”, pontuou.

O panorama do mercado internacional e as potencialidades de exportação destes produtos foram apresentados pela superintendente de Relações Internacionais da CNA, Ligia Dutra.

“Além do feijão, o Brasil tem potencial produtivo de outras variedades de pulses que são bastante apreciadas em outros países, mas para conquistar outros mercados é importante identificar as oportunidades e produzir em maior escala para venda”, destacou Lígia.

Para o produtor de feijão Carlos Eduardo Vilas Boas, de Unaí (MG), a iniciativa da CNA em reunir representantes do setor produtivo, da comercialização e pesquisadores foi muito esclarecedora, tendo em vista que ele tem a intenção de plantar novas variedades de feijão já em fevereiro de 2020, com foco no mercado internacional.

“Em diversos momentos, o produtor se depara com situações em que tem de comercializar sua produção abaixo do preço de custo. Então, o mercado externo serve como um balizador para diminuir a oscilação do mercado interno. Além disso, temos a possibilidade de produzir variedades de feijão diferentes daquelas consumidas pelos brasileiros”, observou.

Para Iuri Bruns, sócio da Samba Internacional, empresa exportadora de feijão e pulses, a demanda por esses alimentos brasileiros sofre oscilação. “É importante mostrar no mercado externo que existe uma produção consistente desses produtos para atender à demanda internacional, principalmente de países que são bons pagadores. Aliado a isso, é importante elaborar estratégia de trabalho e dominar tecnologias de produção.”

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentaram aos participantes do encontro as novas tecnologias de cultivares para produção de feijão e pulses.

Durante o evento, a CNA anunciou que está elaborando uma tabela de classificação de feijão e pulses em parceria com a Embrapa. O material deve ser apresentado ao Ministério da Agricultura ainda neste ano.

Da redação, com CNA

 

 

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: