Agro domina ranking dos 10 principais produtos exportados pelo Brasil no ano

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Porto de Paranaguá – Foto: Jose Fernando Ogura/Agência de Notícias do Paraná

Da redação/AGROemDIA

Oito dos 10 principais produtos exportados pelo Brasil, de janeiro a novembro de 2019, têm origem agrícola. Soja, milho, frango, carne bovina, farelo de soja, açúcar, café e celulose compõem a relação, junto com minério de ferro e petróleo. Nesses 11 meses, essas commodities agropecuárias somaram US$ 61 bilhões, o equivalente a cerca de 30% dos embarques totais do país no período, de US$ 206 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Entre os oito produtos do agro, o destaque desses 11 meses de 2019 foi o milho, com recorde histórico de exportações em valor – mais de US$ 6,6 bilhões – e em volume – 39,1 milhões de toneladas. “As vendas externas de milho devem ficar acima de 43 milhões de toneladas no fechamento do ano, de janeiro a dezembro”, diz o economista Sávio Pereira, coordenador da área de oleaginosas da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

A quase totalidade do milho exportado pelo Brasil é da segunda safra – ainda hoje chamada de safrinha, apesar das colheitas cada vez mais robustas –, na qual Mato Grosso se sobressai como o grande produtor, assinala o coordenador da área de oleaginosas do Mapa. De acordo com ele, a segunda safra de milho representa 71 milhões de toneladas das 98,4 milhões de t do total da produção do cereal na temporada 2019/2020.

Nesses 11 meses, os países que mais contribuíram para a expansão das exportações brasileiras de milho foram Japão (+US$ 912,0 milhões), Coreia do Sul (+US$ 451,17 milhões) e Taiwan (US$ 401,75 milhões).  “Em 2018, o volume exportado de milho foi de 23 milhões de toneladas. Este ano, teremos um acréscimo de mais de mais 20 milhões de toneladas nos embarques, passando de 43 milhões de toneladas”, reforça Sávio Pereira.

Conforme o coordenador da área de oleaginosas do Mapa, o agro brasileiro foi favorecido por vários fatores nesse período. Entre eles, a alta do câmbio, a guerra comercial EUA-China, os problemas climáticos nos Estados Unidos e a forte demanda asiática por carnes, especialmente da China, em decorrência do surto de peste suína africana (PSA) que provocou uma redução drástica dos plantéis de suínos chineses.

Sávio Pereira aponta ainda a conclusão das obras da BR-163, segundo maior corredor logístico do país, que liga Mato Grosso ao Pará, como outro fator que contribuiu para facilitar o transporte de grãos para exportação até os portos do Arco Norte: Porto de Barcarena/Vila do Conde, no Pará, e Santana, no Amapá.

Para o economista do Mapa, mesmo com acordo EUA-China, que encerrará a guerra comercial entre os dois países, o cenário é promissor para o agronegócio brasileiro no comércio internacional, em 2020.

 

 

 

 

 

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