Controle de deriva em aplicações aéreas é tema de fórum científico

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Foto: Embrapa

A Universidade de Cruz Alta (Unicruz), no Rio Grande do Sul, o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) e o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) devem lançar em fevereiro a chamada de pesquisas para o 2º Fórum Científico da Aviação Agrícola, que ocorrerá em julho, em Sertãozinho, São Paulo, e terá como tema Controle de Deriva em Aplicações Aéreas.

A premiação este ano será de R$ 3 mil para o primeiro lugar, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro, informa o coordenador do Fórum e professor da Unicruz, Maurício Pasini. Os valores e o tema foram definidos ainda do final de dezembro.

A partir desta semana, o Sindag deve enviar uma pré-chamada às faculdades de agronomia de todo o país. O objetivo é oferecer aos pesquisadores apoio do sindicato aeroagrícola na indicação de empresas associadas que possam ajudar nos trabalhos de campo, aproveitando as operações da safra ou testes mais específicos. “Com isso, os possíveis participantes ganham tempo para ajustar algum estudo que já esteja em andamento ou irem esboçando um novo trabalho”, assinala Pasini.

O Fórum Científico foi realizado pela primeira vez em 2019, também em Sertãozinho. “Traçamos um plano, inicialmente, para três anos. Em 2020, vamos focar no controle de deriva (prevenir que a aplicação desvie do alvo); em 2021, o tema será a eficiência econômica e ambiental; e, em 2022, vamos apresentaremos recomendações técnicas a partir da tradução de diversos trabalhos acadêmicos sobre aplicações aéreas.”

Nas próximas semanas, serão formadas as comissões acadêmica e técnica para julgar os trabalhos. A primeira terá a função de avaliar os estudos do ponto de vista da metodologia científica, validando cada pesquisa. E a comissão técnica terá a incumbência de classificar os trabalhos considerando seu potencial de aplicação imediata em campo e os benefícios práticos (operacionais ou institucionais) para o setor aeroagrícola.

“Na parte acadêmica, a equipe está sendo formada a partir de parcerias com órgãos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades e consultores que são referência no setor”, adianta Pasini.

Já para avaliar os benefícios práticos de cada pesquisa, além de profissionais do setor, os contatos abrangem agentes que fazem a ponte do agro com a sociedade. “Desde representantes do Ministério Público até o próprio Ministério da Agricultura, além de jornalistas e outros profissionais”, completa o coordenador.

A deriva ocorre quando uma aplicação de defensivo agrícola vai além do local desejado por evaporação, escorrimento e/ou deslocação, provocando danos econômicos e socioambientais a outras propriedades rurais.

No Rio Grande do Sul, a deriva tem causado problemas especialmente aos produtores de fruta, como uvas, de grande importância socioeconômica no estado, em razão da aplicação do herbicida 2,4-D nas lavouras de soja e outros grãos.

Da redação, com informações do Sindag

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