RS anuncia reforço na fronteira para evitar reintrodução da febre aftosa

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Foto: Kéke Barcellos/Embrapa

O governo do Rio Grande do Sul reforçará a segurança na fronteira com a Argentina e o Uruguai para evitar a reintrodução da febre aftosa ao estado. Para tanto, anunciou a implementação do Programa de Vigilância de Fronteira – Sentinela. A objetivo é garantir a sanidade do rebanho bovino e bubalino para permitir que o estado venha a ser reconhecido como área livre de aftosa sem vacinação.  

O assunto foi tratado durante reunião, nessa quarta-feira 11, entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), representantes de forças de segurança estadual e nacional e do setor produtivo.

O pedido para a mudança do status sanitário foi feito pelo secretário da Agricultura, Covatti Filho, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em abril de 2019.

A reunião foi coordenada pelo secretário adjunto da Seapdr, Luiz Fernando Rodriguez Júnior, já que Covatti Filho viajou a Brasília.  Participaram do encontro representantes do Mapa, do Exército Brasileiro, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Brigada Militar, da Polícia Civil, da Casa Militar, da Defesa Civil, da Federação da Agricultura do RS (Farsul) e do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

O Rio Grande do Sul tem reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa com vacinação desde 1998. Com movimentos do estado para a retirada da vacina, a região de fronteira é apontada em análise multicritério da UFRGS como de maior risco.

O Programa Sentinela foi construído para atenuar o risco de introdução de animais suscetíveis à febre aftosa de forma ilegal no território gaúcho, de produtos, subprodutos e fômites com potencial contaminação e difundir informações de medidas de biosseguridade, prevenção e controle de rebanhos nas propriedades da região.

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Foto: Ascom Seapd/Divulgação

Integração será vital

O programa tem área de abrangência de 50 quilômetros da faixa de fronteira, envolvendo 59 municípios nas fronteiras com Uruguai e Argentina, com 64.842 propriedades rurais e rebanho de 4,4 milhões de cabeças. A metodologia de trabalho prevê distribuição das equipes e gerenciamento das atividades em quatro blocos – Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja e Santa Rosa.

Comitês gestor e técnico executivo serão constituídos para a gestão do programa, que vai racionalizar ações de mitigação de risco e recursos disponíveis, para coibir atividades irregulares e ilícitas que possam representar ameaça à condição sanitária do estado. A difusão de informação qualificada aos envolvidos e interessados deverá ajudar na consolidação de uma cultura de prevenção e biossegurança nas transações com animais na região.

A operacionalização do programa se dará por meio de convênios entre a Seapdr e outras pastas e órgãos da administração do Estado e do governo federal. “Esta integração é vital, condição sine qua non para que o estado tenha segurança para a evolução do status sanitário”, disse o secretário adjunto. Conforme o diretor do Departamento de Defesa Agropecuária da Seapdr, Antônio Carlos de Quadros Ferreira Neto, o RS pretende executar uma ação piloto ainda em maio.

 

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