Leite mineiro x Covid-19

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Deputado estadual Coronel Henrique*

A pandemia da Covid-19 só não consegue parar a cadeia leiteira de Minas Gerais. A vaca não para. O produtor não para e as indústrias não param. Mas assim, como o restante do país, a cadeia produtiva está com receio do novo coronavírus. Medidas de proteção estão sendo tomadas. Máscaras já fazem parte da rotina e o aperto de mão, tão valoroso entre os homens do campo, está em quarentena.

Mas a vaca não para! O leite continua a ser produzido, captados pelos milhares de laticínios mineiros e transformados em alimentos que vão diretamente para os supermercados e para a mesa do consumidor brasileiro. Minas produz leite e derivados para todo o país e até exportamos. Afinal, nosso estado é o maior produtor de leite do país.

Neste momento, indústrias que produzem queijos, iogurtes e doces estão presenciando uma queda do consumo, talvez devido à preocupação inicial do consumidor em priorizar a compra do leite, dando preferência para o leite UHT. Gostaria de salientar que o queijo é uma ótima fonte de nutrientes, o iogurte melhora nosso sistema imunológico, além dos doces, sempre boas opções de sobremesa. Indico a todos os consumidores que, na medida do possível, voltem à rotina de consumo de derivados do leite.

Nós, da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, estamos em contato direto com o produtor e com a indústria. Estamos trabalhando todos os dias da semana, buscando através das ferramentas disponíveis (projetos de lei, requerimentos, reuniões, medidas parlamentares), mecanismos para que a cadeia leiteira mineira enfrente o Covid-19 da melhor forma possível e que o consumidor mineiro e brasileiro continue mantendo em seu lar os melhores produtos feitos do leite.

Nesse sentido, apresentei emenda ao projeto de lei de autoria coletiva de deputados, que dispõe sobre a adoção de medidas para o enfrentamento do estado de calamidade pública, decorrente da pandemia do novo coronavírus. A emenda permitiu que medidas como: suspensão temporária de novos reajustes das tarifas dos serviços públicos sob a responsabilidade do estado, promoção da obtenção de crédito e de suporte logístico e operacional, prorrogação do pagamento de tributos, multas e demais encargos, possibilidade de suspensão temporária dos procedimentos de cobrança de dívidas tributárias e não tributárias, bem como de parcelamento do pagamento de débito consolidado, no período em que perdurar o estado de calamidade pública e gestão junto ao governo federal para a redução da carga tributária de pequenas e microempresas, pudessem beneficiar também o setor agropecuário do estado e não só estabelecimentos comerciais e de serviços como inicialmente proposto.

Entendemos que, neste momento, também é importante o reforço a projetos sociais para distribuição do leite para pessoas de baixa renda e em situação de vulnerabilidades social, além da inclusão do leite na merenda escolar e, tendo em vista à paralisação das aulas, que este alimento seja transferido para o domicílio do aluno. Com esse intuito, apresentei requerimentos de providências para o governo do estado, o Ministério da Economia e o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento com as demandas da indústria de laticínios e do produtor de leite de Minas Gerais.

Os requerimentos visam medidas para diminuir custos e aumentar a disponibilidade de crédito para produtores e indústrias conseguirem manter suas atividades, seus colaboradores e toda a cadeia leiteira em movimento. Requeri também providências para a facilitação do fluxo de pessoas e insumos envolvidos nas atividades agroindustriais e o escoamento da produção agropecuária do estado e para a divulgação aos municípios mineiros das orientações e informativos elaborados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) sobre as medidas deliberadas pelo Comitê Extraordinário Covid-19 do Estado, relacionadas às atividades agropecuárias.

O leite mineiro não para! A vaca mineira não para! O consumidor mineiro e brasileiro não vai ficar sem os queijos, iogurtes, doces e o leite do dia a dia.

*Coronel Henrique é deputado estadual pelo PSL, médico-veterinário, coronel do Exército e presidente da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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