Assembleia Legislativa de MT e entidades nacionais apoiam pesquisa sobre plantio de soja em fevereiro

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), a Sociedade Rural Brasileira (SRB) e mais de 30 sindicatos rurais declararam apoio à pesquisa científica realizada pela Fundação Rio Verde e Instituto Agris com objetivo de abrir uma nova janela para produção de semente de soja, em Mato Grosso, com maior sustentabilidade ambiental e econômica. O estudo foi encomendado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja) com aval de seus mais de 6 mil associados.

A Mesa Diretora e a Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária da ALMT requereram ao Tribunal de Justiça de MT seus ingressos na condição de amicus curiae (amigo das partes) nos recursos de agravo de instrumento interpostos pela Aprosoja contra decisão do Juízo da Vara Especializada de Meio Ambiente da Capital, que determinou a destruição imediata de lavouras de soja destinadas à pesquisa científica a campo, ao julgar ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual.

Na petição, além de requerer que os recursos da Aprosoja sejam julgados procedentes, para o fim de ser mantido o levantamento científico nos campos experimentais de soja com plantio realizado em fevereiro, a Mesa Diretora da ALMT e a comissão destacaram que “a presente questão, de suma importância para o Estado de Mato de Grosso, envolve o estudo de novas técnicas no plantio da soja, em campos experimentais, fora do calendário ordinário, visando uma produção mais sustentável com menor uso de defensivos por parte da Aprosoja e seus produtores associados, em eventual contraponto coma legislação ambiental e as normativas dos órgãos federais e estaduais que regem a matéria.”

Em nota pública, a Aprosoja Brasil lembrou que a ferrugem asiática é uma doença complexa e que exige estudos anuais voltados ao melhor manejo e diminuição do uso de fungicidas no país. Para a entidade, proibir a iniciativa sem mesmo obter, analisar e entender os resultados para os produtores de soja configura impedimento ao conhecimento e à ciência e prejudica o futuro da agricultura brasileira. “Acreditamos que o poder público, por meio do Judiciário e do Executivo, não permitirá que esse cerceamento se confirme.”

Abramilho

Em carta aberta, a Abramilho também afirmou que apoia qualquer a realização de pesquisas científicas que tragam benefícios ao produtor de soja brasileiro, principalmente na melhor forma de enfrentamento da ferrugem asiática no país.  “A pesquisa pode trazer resultados importantes sobre o comportamento do fungo e a viabilidade de controle de ferrugem com manejo por meio de aplicação mínima de fungicidas, o que tem sido a prática da pesquisa”, assinalou a Abramilho.

Tanto Aprosoja Brasil quanto Abramilho disseram acreditar que a pesquisa científica trará informações importantes e relevantes para revisão do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na mesma linha e também por meio de carta, a Sociedade Rural Brasileira (SRB), entidade que congrega os proprietários e produtores rurais do Brasil há mais de um século manifestou apoio aos sojicultores de Mato Grosso que desenvolvem pesquisas científicas, “sobretudo, aquelas pautadas pelo rigor técnico e que levam ao conhecimento, às novas descobertas e ao desenvolvimento da atividade agropecuária nacional. Assim, a SRB, considerada um amplo espaço de debates para a valorização, a eficiência e competitividade do agronegócio brasileiro, soma-se a todos que incentivam formas de produção de conhecimento, a base de toda inovação que impacta a sociedade e o desenvolvimento do setor e da nação brasileira.”

Sindicatos rurais dos principais polos produtores de soja do estado assinaram declaração em apoio à realização da pesquisa.

Presidente da Aprosoja Mato Grosso, Antonio Galvan reforça a importância do apoio recebido de outras entidades. Ele lembrou ainda que a pesquisa científica para estabelecer a melhor data de plantio de soja para produção de semente é uma demanda de 80% dos mais de 6 mil associados, conforme pesquisa realizada pela entidade.

“Agradecemos a Mesa Diretora e a Comissão de Agropecuária da Assembleia Legislativa, as diretorias da Abramilho, da Aprosoja Brasil, da SRB e os Sindicatos Rurais, que, juntamente com a Aprosoja, acreditam na ciência e na busca da verdade. O principal interessado na continuidade desta pesquisa é o produtor, que nos demandou para que ela acontecesse. Lamento que as demais entidades não tenham se interessado pela pesquisa, mesmo sendo convidados desde o início do processo”, enfatizou Galvan.

Pesquisa

Além de respeitar totalmente o vazio sanitário, a pesquisa conduzida a campo pela Fundação Rio Verde e Instituto Agris, nos moldes que o produtor faz na prática, já apresenta bons resultados antes mesmo de ser finalizada, conforme relatório preliminar divulgado pelas instituições. Os resultados iniciais mostram a redução do número de aplicações de fungicidas para menos da metade nas áreas de pesquisa de fevereiro, se comparadas com as de final de dezembro.

Da Aprosoja

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