Produtor gaúcho relata como foi a operação policial no “QG Rural”, em Brasília

Foto: PCDF/Divulgação

Da redação//AGROemDIA

Produtores rurais que apoiam o presidente Jair Bolsonaro estão entre as pessoas que foram alvo da operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã deste domingo 21, em Brasília. Eles estão alojados numa chácara na região de Arniqueiras, onde foram apreendidos celulares, fogos de artifício, manuscritos com planejamento de atividades e discursos, cartazes, um facão, um cofre e outros materiais usados nas manifestações de apoio ao governo. Em vídeo, o produtor gaúcho Juarez Petry contou como foi a ação policial.

Três grupos de apoiadores de Bolsonaro estão no local: “QG Rural”, formado por produtores rurais, “Patriotas” e “300 do Brasil”. Eles montaram barracas no espaço, de onde costumam sair para as manifestações na área central de Brasília, distante a pouco mais de 20 quilômetros.

A operação foi realizada pela Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), com apoio das divisões de Operações Especiais (DOE) e de Operações Aéreas (DOA), por determinação da Justiça.

Pelo menos 30 policiais participaram do cumprimento do mandado de busca e apreensão no local. Segundo o Correio Braziliense, a polícia vai apurar a possível prática de milícia privada, ameaças e porte ilegal de arma de fogo.

Nós não temos nada a esconder…Nós somos trabalhadores, produtores” – Juarez Petry, produtor rural

Juarez Petry, agricultor gaúcho que está no “QG Rural” – Foto: Reprodução/WhatsApp

Num grupo de WhatsApp, o produtor gaúcho Juarez Petry fez um relato sobre a operação policial no acampamento:

“Hoje pela manhã, estávamos lá no “QG Rural”, a nossa sede de apoio, e pelas seis e pouco…entrou uma força policial de mais ou menos 30 policiais, um helicóptero, cinco caminhonetes e simplesmente fizeram uma operação. Levaram nossos celulares e algumas coisas que acharam por bem levar.  Vieram com mandado da Justiça. Eu até tive informações de advogados que domingo não se cumpre [mandado judicial].

O agricultor gaúcho acrescentou:

“Enfim, nós não temos nada a esconder…Nós somos trabalhadores, produtores…no Rio Grande do Sul. Estamos aqui num momento patriótico, pela nossa pátria, pela nossa família, pelos nossos filhos, pelos nossos netos, pelo nosso país e fortalecendo a posição do presidente Bolsonaro. Se tem alguma irregularidade neste país, não está no povo, na população produtora. Deve estar nos altos escalões da República, que precisam terminar de fazer a faxina que se impõe.”

Juarez Petry, que chegou a ser levado à polícia para prestar depoimento e logo depois foi liberado, concluiu o relato mostrando disposição para continuar no movimento em apoio a Bolsonaro: “Estamos preparados para enfrentar o que for preciso pela nossa pátria, pela manutenção do presidente Bolsonaro”.

O produtor gaúcho gravou o vídeo (abaixo) quando já estava na Esplanada dos Ministérios, pouco antes de participar de mais uma manifestação em apoio a Bolsonaro.

Em grupos de WhatsApp, outros produtores que também apoiam o presidente Bolsonaro condenaram a operação policial determinada pela Justiça.

O AGROemDIA tentou falar com Juarez Petry por telefone, mas não teve retorno, o que indica que o celular dele continua em poder da Polícia Civil do DF.

AGROemDIA

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