Nuvem de gafanhotos: Chuva suspende operações na Argentina, diz Sindag

Thiago Magalhães Silva, presidente do Sindag – Foto: Sindag/Divulgação

A chuva dessa segunda-feira 29 na província argentina de Corrientes suspendeu as operações de combate à nuvem de gafanhotos que segue próxima à região de fronteira com o Brasil e o Uruguai. Enquanto isso, no lado brasileiro, segue o alerta para o caso de deslocamento dos insetos rumo ao país.

Paralelamente, entidades da aviação agrícola do Brasil, Argentina e Uruguai, junto com autoridades do Ministério da Agricultura de cada País, preparam videoconferência para a próxima quinta-feira 2, a partir das 10h. Na pauta, o balanço da situação e a possibilidade de ações conjuntas entre os três países – caso o cenário persista ou em ocorrências futuras.

Conforme o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Thiago Magalhães Silva, a videoconferência terá transmissão ao vivo pelo YouTube, no canal da entidade: www.youtube.com/sindagaviacaoagricola.

O sindicato aeroagrícola brasileiro também segue participando da força-tarefa coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para elaboração de um plano nacional permanente de combate a gafanhotos.

Trabalho conjunto

Conforme o representante local das Confederações Rurais Argentinas (CRA), Martin Rapetti, nessa segunda-feira os insetos foram localizados na região do município de Sauce – a cerca de 150 quilômetros de Barra do Quaraí. Os trabalhos em campo ocorrem em conjunto entre equipes o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) e dos governos da província de Corrientes e do município de Curuzú Cuatiá.

No lado brasileiro, segue a prontidão para o caso de um deslocamento da nuvem rumo ao Rio Grande do Sul, embora o clima mais frio reduza as chances da chegada dos insetos ao território brasileiro. Segundo o fiscal agropecuário Juliano Ritter, da Secretaria de Agricultura do Estado, para esta terça, está prevista a entrada de vento sudeste. Encarregado de monitorar o clima na região – e atento à movimentação do outro lado da fronteira –, Ritter conta que a segunda-feira na fronteira foi chuva, frio e vento suave.

Final de semana

No domingo 28, as ações compreenderam operações de pulverização por terra (com bombas costais) pela manhã. No entanto, pouco depois do meio-dia os insetos decolaram e teriam se deslocado para sudoeste (mais para dentro da Argentina), pousando em um local entre 60 e 80 quilômetros do ponto original. Por isso, na segunda-feira 29, a missão era primeiro localizar os gafanhotos e em seguida combatê-los novamente com uso de aviões (como ocorreu na tarde de sexta-feira). Porém, o tempo chuvoso inviabilizou aplicações.

O combate feito por aviões antes da noite de sexta havia eliminado cerca de 15% da nuvem, conforme as equipes puderam avaliar na manhã seguinte. No sábado, a nuvem havia decolado pela manhã e permanecido o dia circulando na mesma região, pousando no local onde ocorreram as ações por terra, no dia seguinte. Está prevista a entrada de vento sudeste pendendo para oeste. No entanto, segue o alerta na região.

 

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