Agro&Negócio: Colunista do AGROemDIA estreia na TV Vila Velha, do Paraná (áudio e vídeo)

Ricardo Wegrzynovski (Weg)*

Ouça a coluna clicando aqui

Leia aqui a versão em inglês, publicada no The Rio Times

AGROemDIA NA TV VILA VELHA, DO PARANÁ

A coluna Agro&Negócio ganha um novo espaço. Agora, além do portal AGROemDIA, ela passa a ser veiculada semanalmente para todo o estado do Paraná pela TV Vila Velha – Canal 16 da NET. Com isso, os telespectadores paranaenses ganham mais uma opção para receber informações sobre as iniciativas das empresas e prestadores de serviços que atuam nas diferentes áreas do agro, da tecnologia e inovação à sanidade animal. É uma enorme satisfação – e também um grande desafio – ter mais um veículo para informar o público, especialmente do agronegócio.

STARTUPS AGRITECHS APOIAM ASIÁTICOS A AUMENTAR PRODUTIVIDADE, LUCRATIVIDADE E SUSTENTABILIDADE

Grande comprador dos mais diversos produtos, especialmente alimentos, os asiáticos despontam também em tecnologia. Do outro lado do planeta, o Brasil é o grande celeiro mundial. Aqui, temos todas as condições naturais para sermos, cada vez mais, a maior potência global na produção de alimentos. Então, vamos prestar atenção no que dizem e estudam os asiáticos sobre o agronegócio.

Esta semana, Paul Voutier, diretor de conhecimento e inovação da Grow Ásia, listou alguns pontos que considera fundamentais para startups agritech. A entidade reúne pequenos agricultores, governos, empresas, ONGs e outras partes interessadas do sudeste asiático para desenvolver cadeias e iniciativas de valor inclusivas e sustentáveis.

O núcleo da Grow Ásia busca aumentar a produtividade, a lucratividade e a sustentabilidade ambiental da agricultura de pequeno porte.

Entre os objetivos da Grow Ásia, está criar meios para que os pequenos agricultores acessem conhecimento, tecnologia, finanças e mercados.

Os asiáticos apoiam parcerias com diversos países, visando desenvolver soluções inovadoras. Atualmente, contam com mais de 500 parceiros e alcançam cerca de 1,8 milhão de pequenos agricultores.

Paul Voutier, diretor de conhecimento e inovação da Grow Ásia – Reprodoução

A Grow Ásia foi criada pelo Fórum Econômico Mundial, em colaboração com o Secretariado da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). Vamos aos pontos elencados por Paul Voutier:

  • O potencial transformador do digital no setor agrícola de pequenos produtores é inegável. Nos próximos 10 anos, pequenas startups de hoje vão mudar abruptamente a nossa indústria, especialmente ao encontrarem soluções escaláveis. Ou seja, que resolvam problemas em larga escala.
  • É particularmente desafiador construir um modelo de negócios em torno de uma base de clientes pequenos. Os modelos de crescimento provavelmente atenderão bancos, empresas de insumos, e credores.
  • O valor da vida útil é uma consideração crítica no lançamento de um modelo de negócios para pequenos produtores. Modelos que gerem apenas alguns dólares em lucros para o agricultor serão muito mais difíceis de prosperar.
  • Os serviços de consultoria digital fornecem conselhos e informações aos agricultores. As soluções para o agro passarão por mídias sociais específicas, ao migrar muitos dos serviços atuais para aplicativos móveis. Ou seja, celulares, nos quais o agricultor recebe conselhos mais personalizados na palma da mão.
  • As plataformas de empréstimos ponto a ponto permitem que os credores façam operações individuais para agricultores por meios digitais.
  • Criação de soluções de rastreabilidade com banco de dados para registrar a origem de commodities de fazendas.
  • Os mercados digitais conectam compradores e vendedores on-line. Isso não apenas torna transações mais eficientes, mas abre novos mercados para os agricultores.
  • Plataformas de mecanização permitem a proprietários de tratores, drones e outros equipamentos agendar e emprestar equipamentos aos agricultores via meios digitais.
Empresário Nailton Ficagna aposta em startups do agro – Foto: Divulgação

INOVAÇÃO NO COMÉRCIO DE GRÃOS

O empresário e filho de agricultores Nailton Ficagna está à frente de duas empresas inovadoras ligadas ao agro. A primeira, já consolidada, é a SSCrop. Trata-se de um completo software de administração de fazendas, que reúne todos os elos da produção. Com o sistema, o agricultor consegue ter excelente controle da gestão do agronegócio. A outra empresa é a Aproxima Grãos, que visa a facilitar a compra e venda de grãos. De maneira simplificada, une vendedores e compradores de grãos.  As startups são aceleradas pela Cyklo Agritech e despontam devido aos fatores de inovação.

ACADÊMICOS DO AGRO APRESENTAM SOLUÇÕES

Organizado pela empresa mineira Satis, o Desafio Work&Play já tem seus vencedores. Mais de 200 acadêmicos de agronomia e engenharia agronômica de todo país se inscreveram na disputa, resultando em 32 projetos selecionados para a fase de avaliação. A iniciativa provocou os participantes a apresentarem soluções para o campo focadas em nutrição vegetal, tendo como desafio otimizar o ciclo do nitrogênio na cultura da soja. Os vencedores foram anunciados no dia 8 de julho.

O primeiro lugar ficou com Willian Araújo, estudante da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Seu projeto propôs o emprego de uma tecnologia que utiliza fungos da classe dark septate para estimular a capacidade das plantas em acumular nutrientes, auxiliando o desenvolvimento radicular e vegetativo. A acadêmica da Universidade Federal de Goiás (UFG) Amanda Bueno ficou com o segundo lugar. O trabalho dela utiliza o silício para contribuir para a proteção dos nódulos presentes nas raízes que atuam no metabolismo da planta.

DIGITALIZAÇÃO DE PROCESSOS NO AGRO

A Assinei, startup do Grupo Siagri, companhia que desenvolve tecnologia para gestão do agronegócio, lançou um produto interessante para o agronegócio. A plataforma ajuda as empresas do agro a automatizarem os processos de gestão de contratos e documentos. Sob a liderança de Michely Souza, a empresa está instalada no Conexa, hub de inovação do grupo, que fica na região Centro-oeste.

ECONOMIA DE TEMPO E DINHEIRO

A startup Assinei surgiu com a meta de facilitar a vida do gestor. A plataforma consegue criar contratos e documentos, controlar e enviar à assinatura digital. Esses arquivos ficam armazenados em nuvem, dentro da solução, de forma organizada. Outro benefício é que contratos e documentos salvos são monitorados com facilidade e arquivados de forma segura.

“As relações são formalizadas a distância e com segurança jurídica. As empresas conseguem fazer de forma remota o recolhimento de assinaturas e reconhecer firma. Os contratos podem ser assinados em home office pelo computador”, explica Michely Souza.

A CEO da startup conta também que a solução pode ser integrada a qualquer ERP (software de gestão empresarial), auxiliando importantes transações de distribuidores de insumos e lojas agropecuárias. “Com a Assinei, alguns processos ganham mais agilidade. Um exemplo são os pedidos de venda. Se o gestor da loja não estiver presente no escritório, ele consegue assinar a solicitação e autorização, de qualquer lugar, por meio de um link recebido em seu e-mail ou por SMS.”

Outro documento que pode substituir a assinatura feita a mão pela digital é a receita agronômica. A Assinei permite que o engenheiro agronômico assine o documento direto do seu smartphone, em poucos cliques e com agilidade.

ALGODÃO SUSTENTÁVEL

O Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e suas afiliadas estaduais para certificação de pluma sustentável, que antes era limitado às fazendas produtoras da fibra, agora chega às unidades de beneficiamento de algodão (UBA).

Em resumo as “algodoeiras” eram o único elo desta longa cadeia produtiva no Brasil que ainda careciam de uma certificação. O conceito balizador é a sustentabilidade com a preocupação ambiental, social e econômica. Com isso, a trajetória de uma roupa de algodão será potencialmente rastreável de ponta a ponta.

Foto: Abapa/Divulgação

Desde 2012, o sistema ajuda a tornar o Brasil campeão global de fibra sustentável, licenciada pela ONG suíça Better Cotton Initiative (BCI), referência internacional no assunto. Os brasileiros estabeleceram oito critérios de avaliação: contrato de trabalho; proibição do trabalho infantil; proibição de trabalho análogo a escravo ou em condições degradantes ou indignas; liberdade de associação sindical; proibição de discriminação de pessoas; segurança, saúde ocupacional, e meio ambiente do trabalho; desempenho ambiental e boas práticas, e mais 170 itens de verificação e certificação.

Segundo o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, é no contexto de crise que o esforço em sustentabilidade precisa ser redobrado. “Estamos aprendendo a trabalhar sob novos protocolos, e a atividade têxtil foi uma das primeiras a sentir o impacto da pandemia. Infelizmente, este setor ainda vai sofrer duros efeitos por um tempo. Mas, a gente acredita que sustentabilidade não é para fazer bonito para os clientes, é questão de sobrevivência para pessoas e empresas.”

3 MARIAS PROMOVE DIA DE NEGÓCIOS E LEILÃO

A genética Angus estará em evidência no 8º Dia de Negócios e Leilão realizado pela Fazenda Três Marias Agronegócios, do proprietário Dorival Carlos Borga, de Videira (SC). Com oferta de 34 touros Angus, nove trios de fêmeas Angus e uma fêmea Angus individual, o leilão ocorrerá no dia 1º de agosto, a partir das 13h, de forma virtual. A transmissão ao vivo será pelo canal da Pampa Remates, responsável pelo evento.

O martelo será comandado pelo leiloeiro Candido Scholl.

Mais informações pelos telefones (46) 99976-0085 e (49) 99906-6338.

UNIVERSIDADE DO CAVALO RECOMENDA PRODUTOS EQUISTRO

Especialista em cavalos e proprietário da Universidade do Cavalo, em Sorocaba (SP), Aluísio Marins defende o uso dos produtos da linha Equistro. Segundo ele, a marca Equistro tem uma longa trajetória de resultados pelo mundo. Os maiores cavaleiros e amazonas do planeta usam Equistro®”, reforça Aluísio Marins.

“Saúde e nutrição caminham juntas. Uma depende da outra. O ponto central é que é preciso dar ao cavalo o que ele necessita para desempenhar aquilo que esperamos em termos de performance. A suplementação de qualidade é indispensável. E a melhor linha é Equistro®”, garante o médico veterinário Aluísio Marins.

Mais informações sobre a linha Equistro: www.equistro.com.br

SEM PERDER UMA GOTA DE LEITE

Pecuarista paranaense evolui na produtividade leiteira com as soluções descarte zero, do Programa Vetoquinol Resolve. Estamos falando de Simone Slob Erkel, médica veterinária e proprietária da Fazenda Morro dos Ventos, em Carambeí (PR). Ela tem um rebanho de 1.000 vacas leiteiras, sendo 460 em lactação.

A pecuarista destaca que obteve excelentes resultados em termos de controle de parasitas internos e externos com o uso do protocolo sanitário da Vetoquinol Saúde Animal.

Os produtos do pacote “Descarte Zero do Leite” permitem o tratamento do rebanho em lactação com evolução em produtividade. Com isso, todo leite produzido pode ser comercializado.

“Uso vários produtos da linha Descarte Zero que contribuem com o tratamento e controle de doenças que causam perdas econômicas e afetam o bem-estar dos animais. Antes, era preciso descartar uma quantidade considerável de leite devido a resíduos de medicamentos e o prejuízo era grande. Hoje, isso não acontece mais, já que a carência é zero”, conta.

Em sua propriedade, Simone usa as Soluções Descarte Zero para o controle de parasitas externos e interno e para a cura de infecções, como, por exemplo, o antimicrobiano de dose única Acura, para o tratamento das infecções das vacas em lactação; e Tolfedine CS, anti-inflamatório para o tratamento de pneumonia e de mastite aguda.

AGROLEITE SERÁ EM 2021

A gigantesca Agroleite, evento técnico voltado a todas as fases da cadeia do leite, foi cancelada neste ano. No entanto, a organização segue firme para a edição 2021, quando, esperamos todos, a pandemia tenha passado.

O evento acontece em Castro (PR), conhecida como a capital nacional do leite. Além de ser voltada à tecnologia do leite, a Agroleite tem como complemento a exposição de animais, torneio leiteiro, clube de bezerras, leilão, dia de campo e dinâmica de máquinas.

Durante o evento também são realizados fóruns, seminário internacional e painel para se discutir genética, alimentação, qualidade animal, qualidade do leite e tecnologias voltadas ao setor. Há também um espaço para agricultura, suinocultura e ovinocultura importantes setores produtivos da realizadora do evento.

“É muito triste o momento em que estamos atravessando, e anunciar o cancelamento de um evento que movimenta toda uma cadeia de negócios. Seguimos as orientações governamentais para a realização de eventos e tomamos essa decisão junto com os investidores da Cidade do Leite e os patrocinadores do Agroleite, que compartilharam as preocupações com a segurança de todos”, disse o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman.

Em toda a sua história, é a primeira vez que o Agroleite é cancelado. A cada ano, o evento tem se firmado no cenário nacional e internacional da cadeia produtiva do leite. Em 2019, movimentou R$ 78 milhões em negócios, com a participação de 259 empresas e 75 mil visitantes.

A próxima edição está marcada para 10 a 14 de agosto de 2021.

Foto: Luiz Agner/Agência IBGE Notícias

QUALIDADE DOS OVOS

A nutrição das aves de postura influencia diretamente na formação, tamanho e qualidade dos ovos e, dependendo das matérias-primas e ingredientes utilizados na alimentação, pode-se fazer necessária a utilização de aditivos para melhorar tais aspectos.

Segundo Laureano Galeazzi, gerente de produtos da Auster Nutrição Animal, “os aditivos podem ajudar na melhoria da qualidade da casca dos ovos e nos parâmetros de qualidade interna, como densidade da clara e estrutura da gema, e promover o enriquecimento dos ovos”.

Além disso, é importante analisar se há aves com infecções, que podem interferir na produção do ovo. “Alguns agentes infecciosos podem ter efeitos nocivos às células dos ovidutos e no metabolismo dos nutrientes, afetando diretamente a qualidade desses ovos. É o caso de infecções como o mycoplasma e a bronquite, que interferem no cálcio e, consequentemente, na formação das cascas. Já a presença de toxinas e micotoxinas de bactérias que afetam o fígado podem reduzir a digestão e absorção dos nutrientes, afetando a produção”, diz Laureano Galeazzi.

“Algumas rações com ingredientes vegetais podem levar ao aparecimento de fungos produtores de micotoxinas, e o uso de aditivos pode combatê-las. Já as rações compostas por milho com baixo carotenóide podem gerar ovos com gemas pálidas”, destaca Laureano Galeazzi.

De acordo com o gerente de produtos da Auster, alguns estudos também mostram os benefícios dos minerais orgânicos, como zinco, manganês, cobre e selênio, que têm efeitos específicos sobre o oviduto, refletindo na qualidade da casca e na qualidade interna dos ovos, bem como seu enriquecimento; e ferro, que  tem  efeito na pigmentação da casca com impacto direto em linhagens para ovos vermelhos.

*Jornalista multimídia e consultor de marketing digital voltado ao agronegócio

Contatos:

agroemdia@gmail.com

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AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

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