Diagnosticados novos casos de doença associada à ingestão de pescados

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Mais três casos da doença de Haff, associada à ingestão de pescados, foram diagnosticados nesta semana na Bahia. Desta vez, no município de Camaçari, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

O Centro Informação Estratégica em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS) alerta que a doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, relacionada à ingestão de pescados.

A doença pode evoluir rapidamente com insuficiência renal e, se não for adequadamente tratada, levar ao óbito.

Em agosto de 2020, o município de Entre Rios registrou a ocorrência de três casos suspeitos de doença de Haff com relato de ingestão de pescado.

Segundo a Sesab, pessoas da mesma família fizeram a ingestão do peixe conhecido como “olho de boi”. Aproximadamente sete horas depois, um dos membros da família, de 53 anos, apresentou sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. Outros familiares tiveram os mesmos sintomas.

Em Salvador, nos meses de setembro e outubro, duas unidades hospitalares notificaram a ocorrência de casos da doença de Haff. No total, a Bahia contabiliza 9 pacientes que apresentaram início súbito de dor muscular de origem não determinada em 2020.

Orientações gerais à população:

  • Aos primeiros sintomas, busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

Aos profissionais de saúde:

  • Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiolise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas.
  • Evitar o uso de antiinflamatórios.
  • Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal.

*Com informações da Sesab

 

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