Sempre aos domingos: O rei segue no trono

Tito Matos*

Roberto Carlos chega amanhã (19), aos 80 anos, e bem vividos. Sobre ainda ser considerado o “rei” da música brasileira, ele responde: “Encaro como uma demonstração de carinho que recebo das pessoas que me chamam assim e agradeço muito, muito”. Em seis décadas de carreira, ele continua um fenômeno de público, um autêntico ídolo.

Pouco importa se nada é como antes: os brotos ganharam cabelos brancos e os fãs ficaram carecas, mas o seu público resvala também hoje em dia pela geração digital. Um fenômeno. Dono de uma imensa sensibilidade, carisma e talento, determinado a cantar canções de amor, Roberto Carlos manterá a coroa por mais algum tempo; enquanto viver, imagino.

Poucos tem tanta sintonia com o gosto popular como o “tio ou o vovô Beto.” Assim eu penso. Eu nem ligo quando os amigos intelectuais dizem por aí que gostar dele é ser “cafona, brega e alienado”, só por porque o cantor nunca assumiu posições políticas e ideológicas. Não me acanho em dizer que me enquadro nesses adjetivos e predicativos.

Sigo curtindo o rei. O pai dele, espírita, e a mãe católica, Roberto preferiu o catolicismo, que lhe inspirou, em Jesus Cristo, lindíssimas canções, que se tornaram megassucessos. Nesta hora, O Homem tem vontade de subir A Montanha para cantar Jesus Cristo eu estou aqui, cantar para Nossa Senhora ouvir. Eu sei que em meio a esta pandemia É preciso saber viver, e não só em tempos de covid-19. As mulheres foram suas musas inspiradoras: Nice, Myriam Rios e Maria Rita, principalmente. Foi para elas que ele compôs, respectivamente, Como é grande o meu amor por você, Eu preciso de você, e uma infinidade para Maria Rita, com destaque para a belíssima Eu te amo tanto.

O rei acha que amor não devia rimar com dor. Também acho. Duvido que exista alguém que ama, ou que amou, em Detalhes, que não se identifique com Emoções, mesmo a Distância, ou no Divã, com os sentimentos presentes nessas canções alojados na alma desde há muito. Hoje, no Café da Manhã, Outra vez, sentindo o perfume e olhando As flores do jardim de nossa casa, recordei muitos sucessos de Roberto Carlos. Essas recordações me matam. Enquanto escrevia sobre essas reminiscências, chorei e sorri, mas o importante é que emoções eu vivi.

Obrigado Roberto por musicar com suas canções os nossos mais sublimes sentimentos, nossos amores, nossas paixões. Parabéns pra você nesta data querida. E que Deus, Amor e Bondade, o abençoe, hoje e sempre. Tito Matos.

*Jornalista, ex-assessor de imprensa do Mapa, da FPA, da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, da Conab e da extinta CFP

 

 

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