Aprosoja Brasil apoia manifestações de 15 de maio em defesa de Bolsonaro

Antonio Galvan, presidente da Aprosoja Brasil – Foto: Aprosoja Brasil/Divulgação

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) participará das manifestações marcadas para o dia 15 de maio em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e em protesto contra as medidas restritivas adotadas por alguns governadores para conter a pandemia de codiv-19. O anúncio foi feito pelo novo presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, empossado na terça-feira (20).

“Há alguns governadores se excedendo (nas medidas de controle da pandemia). A população quer trabalhar e poderia estar trabalhando com os cuidados sanitários”, disse Galvan em sua primeira entrevista coletiva. Segundo ele, a manifestação é organizada pelo Movimento Brasil Verde e Amarelo e tem como objetivo pedir ordem e respeito entre os poderes.

O dirigente da associação, ex-presidente da Aprosoja Mato Grosso, também defendeu que a soberania nacional seja respeitada quanto às questões ambientais. “[As críticas] são imposições para atrapalhar nosso crescimento econômico. A moratória da soja tem de ser respeitada, nossa soberania tem de ser respeitada. Temos a mais dura legislação ambiental e ainda vêm nos atacar.”

“Críticas têm fundo comercial”

Ele afirmou ainda que as críticas em relação à política ambiental do Brasil têm fundo comercial. “Se fosse só na Amazônia, mas já está no Cerrado e daqui uns dias vai chegar na Mata Atlântica e nos Pampas. Vamos continuar defendendo que o produtor possa usar o solo”, disse Galvan. Segundo ele, o Brasil usa 8% da área para produção agrícola, porcentual abaixo dos países europeus.

O novo presidente da Aprosoja Brasil também falou sobre problemas que produtores estão tendo na entrega de contratos fechados anteriormente, especialmente na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). “Tivemos problemas por falta de chuva, e produtores vêm sofrendo desconto por aparência do grão. Não houve perda de qualidade.”

O representante do setor produtivo defendeu que a remuneração seja feita com base na qualidade e não aparência da oleaginosa. “É comprovado cientificamente que o grão aparentemente feio ou com defeito tem a mesma qualidade do grão bonito e sem defeito. Não plantamos soja para vender grão bonito e sim para seu uso e pela sua qualidade como proteína vegetal e animal.”

*Com informações do Broadcast

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