Heinze busca alternativa para crédito de custeio dos pequenos produtores

Debater e construir uma alternativa viável para garantir crédito de custeio aos pequenos produtores na safra 2021/22. Com este objetivo, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) se reuniu, nesta quinta-feira (22), por meio de videoconferência, com autoridades do sistema financeiro nacional e dos ministérios da Agricultura e da Economia. Entre os bancos com representantes no encontro, estavam o BNDES, Sicredi, Sicoob, Banco Central e do Banco do Brasil.
Em nota, Heinze enfatiza que os pequenos produtores serão os mais impactados pelo corte de mais de R$ 2 bilhões no orçamento do Ministério da Agricultura.
Ainda embrionária, uma alternativa em estudo é promover uma maior concorrência no mercado de financiamento agrícola a partir da pulverização dos agentes concessores de crédito, diz o senador.
“Com vistas à expansão de mercado e consequente captação de novos clientes, as fintechs estão de olho numa fatia do mercado agro. Internamente, a estimativa é que conseguiriam atender e gerar pelo menos R$ 1 bilhão em negócios, com taxas de mercado entre 6% e 7,4%”, ressalta o parlamentar.
A eventual entrada das fintechs no crédito rural não implicará na saída dos agentes públicos, como o Banco do Brasil, que, nos últimos seis anos, respondeu, em média, por 60% das operações, observa o senador.
Nos próximos dias, Heinze promoverá debates sobre o assunto, por meio de videoconferências com entidades representativas do agro, como CNA, OCB e Contag. A ideia, assinala, é aprofundar o debate e fechar questão sobre o tema.
“Devido às despesas estratosféricas do governo federal com a pandemia no ano passado, o orçamento deste ano foi reduzido em todas as áreas. O corte no Plano Safra, onde há previsão de subsídio nas taxas de empréstimos tomados por pequenos produtores, foi de R$ 2 bilhões”, salientou.

