Ministro Marcos Pontes participa do lançamento internacional do Projeto Biomas Tropicais

Ministro Marcos Pontes – Foto: Leonardo Marques/SEAP/MCTI/Divulgação

Ao participar do lançamento internacional do Projeto Biomas Tropicais, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, destacou a importância dos investimentos nestas três áreas para alavancar o desenvolvimento da bioeconomia tropical sustentável. “Todos os países que hoje são desenvolvidos investiram muito em ciência, tecnologia e inovação ao longo do tempo, de forma estável e confiante, ajustando suas estruturas”.

 Durante o evento, realizado em formato virtual, na terça-feira (4), também foi anunciado o Seminário Internacional “Os Desafios da Ciência em Novo Pacto Global do Alimento – Como transitar de uma economia industrial para uma Bioeconomia Tropical do Conhecimento?”, a ser realizado nos dias 15 e 16 de junho.

O Projeto Biomas Tropicais, idealizado pelo Instituto Fórum do Futuro, objetiva aprofundar o conhecimento dos biomas brasileiros, com base em avaliação científica, para apontar soluções de projetos de desenvolvimento na perspectiva da bioeconomia tropical sustentável.

O seminário internacional debaterá os principais avanços alcançados pela ciência e as tendências do cenário econômico, social e ambiental até 2040, visando atender, ao mesmo tempo, as agendas de combate à fome, de melhoria da qualidade dos alimentos, de enfrentamento ao aquecimento global e de promoção da inclusão social e tecnológica dos povos tropicais.

Base para o desenvolvimento

Segundo o presidente do Fórum do Futuro, o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, as ciências tropicais dispõem de tecnologias que oferecem uma base segura para o desenvolvimento sustentável das nações mais necessitadas de alimentos, renda e empregos.

“É indispensável reunir as forças da ciência e as agências internacionais de fomento e debater uma estratégia capaz de fazer face à realidade desse mundo pós-pandemia”, sublinhou Paolinelli.

O presidente do CNPq, Evaldo Vilela, assinalou que o desempenho das instituições e dos pesquisadores envolvidos nessas áreas terá reflexos na qualidade de vida, na superação da fome, no bem-estar e, especialmente, no grau de sustentabilidade da produção agrícola.

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues lembrou que o investimento feito pelo Brasil fez com que a agricultura crescesse de forma exponencial. “Na área de grãos, desde os anos de 1990 até hoje, a área plantada com grãos no país cresceu 81% e a produção 376%, quase cinco vezes mais do que era plantado. Essa característica do agro brasileiro, que tem a ver principalmente com a segurança alimentar, é replicável na área tropical de todo o planeta.”

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, enfatizou que, daqui para frente, a sustentabilidade econômica, social e ambiental fará parte da produção agrícola. Isso foi reforçado pelo presidente da Embrapa, Celso Moretti, ao informar que a instituição está engajada no esforço de impulsionar a oferta mundial de alimentos com base na bioeconomia tropical sustentável.

Já o diretor-geral da Esalq /USP, Durval Dourado, ressaltou que o Brasil pode dobrar a produção de alimentos sem que seja preciso abrir novas áreas.

Evandro Neiva, professor da Universidade Aberta do Agro e a Inclusão Socioeconômica dos Jovens dos Povos Tropicais, sugeriu a criação de uma universidade aberta do agro e da maior floresta plantada do mundo. “Esses dois assuntos se entrelaçam num projeto educacional que pode dar uma contribuição significativa.”

José Siqueira, coordenador Acadêmico do Fórum do Futuro, observou que o desafio do Projeto Biomas Tropicais para a Amazônia é converter a economia extrativista em economia do conhecimento de vanguarda tecnológica e de gestão avançada, a fim de atrair investimentos inovadores e sustentáveis para a região.

 

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