Número de produtores de leite no RS cai 52,28% entre 2015 e 2021

Foto: Gabriel Faria/Embrapa

O número de produtores de leite vinculados à indústria caiu 52,28%, nos últimos nos últimos anos, no Rio Grande do Sul, saindo de 84.199, em 2015, para 40.182, em 2021. É o que mostra o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite, apresentado nesta quarta-feira (8) pela Emater/RS-Ascar, durante a 44ª Expointer, no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS).

“Esse é um número muito significativo”, assinalou o extensionista rural Agropecuário da Emater/RS-Ascar, Valdir Sangaletti, responsável pela apresentação dos números, durante transmissão pelos canais oficiais da Emater/RS-Ascar.

No entanto, mesmo com a redução no número de produtores, a produção se mantém estável no RS. Em sua quarta edição, o relatório apresenta um aumento na taxa de produtividade de 183,5 litros/vaca/ano, o que é atribuído à profissionalização da atividade e ao uso de tecnologias para a qualificação do manejo do rebanho, a melhoria da genética e do manejo nutricional e sanitário.

“Temos mercado, temos uma atividade econômica e estamos aumentando a produtividade”, pontuou o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri.

Outro dado apresentado no relatório é que a maior parte da produção leiteira no estado continua a ser à base de pasto com suplementação, representando 90,04% das unidades de produção. Porém, muitos produtores migraram para a produção em confinamento, saindo de 696 em 2015 para 1.398 em 2021.

Pastagem com suplementação

“Temos pequenas propriedades com grandes produtores. Nossa produção está alicerçada no sistema de pastagem com suplementação. No entanto, o sistema de produção em confinamento tem evoluído, com várias famílias migrando para ele”, destacou Sangaletti.

O relatório também traz números sobre a participação dos municípios no incentivo a cadeia produtiva do leite. Segundo o documento, 84,98% dos municípios gaúchos têm um conselho municipal atuante; 28,97% contam um fundo municipal com recursos financeiros e 58,80% possuem um programa municipal com apoio efetivo à atividade. “Pequenas ações que ocorrem em nível de município são importantes para essa cadeia produtiva”, ressaltou Sangaletti.

O gerente técnico da Emater/RS-Ascar, Jaime Ries, enfatizou a importância do levantamento das informações, que ocorre a cada dois anos, e proporciona o diagnóstico da atividade leiteira no estado.

Políticas públicas

“Esses dados visam a subsidiar tanto as entidades públicas quanto privadas na elaboração de políticas de apoio e de assistência técnica e identificar demandas de apoio das prefeituras e do estado. Não temos como agir sobre algo que não conhecemos. Por ser o quarto relatório que divulgamos, isso nos dá uma consistência bastante grande e nos indica uma tendência bastante forte em relação aos dados que foram apresentados”.

“Conseguimos demonstrar o esforço dos extensionistas rurais e parceiros em realizar essa pesquisa, que é uma radiografia da produção de leite no Rio Grande do Sul e que auxilia na tomada de decisões”, ponderou Rugeri.

Os dados foram obtidos no período de 27 de junho a 20 de julho de 2021, por mais de 2.500 colaboradores, sendo estes extensionistas rurais dos 497 escritórios municipais da Emater/RS-Ascar e dos 12 escritórios regionais da instituição, em parceria com prefeituras, Inspetorias de Defesa Agropecuária, sindicatos de trabalhadores rurais, conselhos municipais de agricultura, associações e grupos de produtores e indústrias, agroindústrias, cooperativas e empresas de laticínios.

Representantes da Farsul, Sindilat, Fetag, Famurs e Apil participaram da divulgação do relatório, na Casa da Emater/RS-Ascar no Parque Assis Brasil.

*Com informações da Emater/RS-Ascar

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