Abates clandestinos ameaçam saúde dos consumidores

Foto: Seapdr/Divulgação

 

Um dos maiores exportadores de carne do mundo, fornecendo produtos de qualidade e sanidade para alguns dos mais exigentes mercados globais, o Brasil ainda convive com o abate clandestino de bovinos, equinos e ovinos, o que representa um risco à saúde dos seus consumidores e prejuízos aos cofres públicos. Além disso, a produção e o comércio ilegal de carnes têm potencial para comprometer a imagem do país no cenário internacional.

Um dos estados com grande número de casos de abates clandestinos é o Rio Grande do Sul. Nos últimos três anos, fiscais da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), localizaram 31 abatedouros ilegais, envolvendo produtos de diferentes espécies animais. Apenas em 2021, a fiscalização estadual deflagrou 10 operações para combater esse tipo de crime, informa o site do Correio do Povo.

“As condições de higiene são precárias. Pelos podem ser encontrados em meio aos pedaços de carne. Cães e gatos circulam livremente no mesmo ambiente do produto. Restos de animais são despejados no meio ambiente. Assim os agentes da fiscalização descrevem os abatedouros clandestinos encontrados no Rio Grande do Sul nos últimos anos”, relata o jornalista Danton Júnior, na reportagem “Abates clandestinos desafiam fiscalização”, publicada pelo CP dia 26 de fevereiro deste ano.

Segundo a reportagem, a prática criminosa, que possibilita a transmissão de diversas zoonoses (doenças infecciosas transmissíveis de animais para seres humanos), ocorre na maioria das vezes em municípios pequenos e quase não tem participação de empresas legalmente constituídas.  “[O abate ilegal] se dá em cidades de menor poder aquisitivo, eventualmente abastecendo a região periférica das grandes cidades”, disse ao CP o chefe da Dipoa/Seapdr, Endrigo Ziani Pradel.

Clique aqui para ler a reportagem do Correio do Povo na íntegra.

 

 

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