Agricultores sem-terra projetam colher 15,5 mil t de arroz orgânico no RS

Foto: Gabriela Felin/MST/Divulgação

Da redação, com Brasil de Fato

Os agricultores sem-terra do Rio Grande do Sul projetam colher, nesta safra, 15,5 mil toneladas de arroz orgânico, cerca de 310 mil sacas de 50 kg, em aproximadamente 3.196.23 hectares, segundo Martielo Webery, do setor de comercialização da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região Porto Alegre (Cootap).

O número foi divulgado nessa sexta-feira (18) durante a celebração da 19ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico, na Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan), no Assentamento Capela, na Região Metropolitana de Porto Alegre.  Após dois anos, por causa da pandemia de covid-19, o evento voltou ocorrer presencialmente e reuniu mais de mil agricultores.

Organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a festa é realizada anualmente no RS, onde há a maior área plantada de arroz orgânico do país. O MST é considerado o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, e segue nessa posição há mais de 10 anos, conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

De acordo com o assentado Marildo Mulinari, que faz parte da coordenação do Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, o evento tem o objetivo de celebrar com a sociedade gaúcha a produção orgânica, que é uma alternativa viável diante do cenário de fome e de crises que o país enfrenta, sobretudo a ambiental.

“Temos muito orgulho do projeto de agricultura que construímos, com respeito à vida, às pessoas, à natureza. A nossa produção também é de solidariedade, doando comida a quem precisa de ajuda para não passar fome”, disse.

A assentada Seleni de Lima, moradora do Assentamento Filhos de Sepé de Viamão, comenta que celebrar os resultados da produção fortalece o trabalho que as famílias do MST fazem há mais de 20 anos. Como produtora de arroz orgânico, ela ressalta que foi a organização coletiva que levou o movimento a ser referência na cadeia produtiva, e que as mulheres também têm protagonismo.

“Nós estamos inseridas na produção diretamente ou indiretamente, seja dando suporte para os companheiros trabalharem na lavoura, seja no banhado, dirigindo trator e semeando”, relata.

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