Lula promete criar ministério para os povos indígenas

Foto: Lula com Sonia Guajajara – Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula (PT) disse, nesta terça-feira (12), que vai criar um ministério para tratar das causas indígenas, caso seja eleito para um terceiro mandato nas eleições de outubro de 2022. Lula também pretende fazer o “dia do revogaço” para tornar sem efeito todos os decretos e medidas aprovadas pelo governo de Jair Bolsonaro que desmantelaram as conquistas dos povos tradicionais nos últimos anos, informa o Jornal GGN.

“Lula fez as declarações durante evento do Acampamento Terra Livre, em Brasília. O encontro foi coordenado pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil). No ato, Lula recebeu uma carta com as demandas dos povos indígenas. O ex-presidente afirmou que todos os pedidos serão incorporados ao programa de governo que sua equipe elabora para disputar a presidência”, diz o GGN.

“Por que a gente não pode criar um ministério para discutir as questões indígenas?”, indagou o ex-presidente, ovacionado pela plateia, formada por cerca de 7 mil representantes de mais de 200 povos de todo o país, reunidos em Brasília desde o último dia 4.

A futura pasta, adiantou Lula, será comandada por um indígena, e não por um “branco como eu, ou uma galega como a Gleisi [Hoffmann, presidente nacional do PT]”. “Eles vão dizer: ‘ah, mas [criar um ministério] gasta muito, é preciso diminuir os ministérios’. Na verdade, o que eles não querem é a participação do povo no governo”, disparou Lula.

“Lula também foi enfático ao se comprometer com um “revogaço” dos decretos e medidas do governo de Jair Bolsonaro que trouxeram retrocessos, violações e violência à vida dos povos indígenas. É o caso do desmonte da Funai, da paralisação das demarcações, do sucateamento das unidades de saúde indígena e da invasão de seus territórios, cada vez mais comum, por garimpeiros, desmatadores, grileiros e demais agentes que trazem conflitos, fome e estupros contra as mulheres indígenas”, de acordo com o site Rede Brasil Atual.

“Governo humanista, com afeto, amor, e não bala”

Lula garantiu ainda que representantes indígenas participarão da equipe que trabalhará na construção de propostas para o país a partir de janeiro próximo, caso seja eleito. E que busca um projeto de nação oposto ao do governo Bolsonaro, que descreveu como baseado na violência, na defesa do uso de armas, usadas muitas vezes contra os povos indígenas em seus próprios territórios.

“Queremos que seja um governo humanista, com afeto, com carinho, amor, compreensão. E não bala. E não queremos invasão em terras indígenas”, frisou.

Antes do discurso do ex-presidente, lideranças indígenas que participaram do ato pediram que ele se comprometesse em dar andamento aos mais de 400 processos de demarcação de terras indígenas que estão parados na Fundação Nacional do Índio (Funai).

Também foi pedida garantia de direitos, como à saúde, à educação, inclusive superior, com acesso a programas de permanência na universidade, e de segurança em suas terras. Em sua participação, a ativista Sonia Guajajara, que deverá disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Psol paulista, cobrou de Lula um ministério para os povos originários.

*Com informações do Jornal GGN e da Rede Brasil Atual

 

 

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