Exportações brasileiras de lácteos caem quase 43% em março

Foto: Pixabay License

Depois de meses em alta, o volume de derivados lácteos exportado pelo Brasil em março somou aproximadamente 2,6 mil toneladas, queda de 42,6% frente ao de fevereiro. Já na comparação com março do ano passado, a quantidade embarcada cresceu 24,3%, segundo a edição de abril do Boletim do Leite do Cepea/Esalq/USP.

Dados da Secex mostram que, de fevereiro para março, a maior redução foi verificada nas vendas de leite em pó, de 98%, totalizando 33 toneladas. O preço médio subiu 9,4%, chegando a US$ 4,20/kg. Os embarques de leite condensado, por sua vez, representaram 29,4% da pauta de exportações e recuaram 24,1% em março. “Novamente, observou-se encarecimento do preço médio, que chegou a US$ 3,00/kg, elevação de 17,2% em relação ao mês anterior”, diz a publicação.

Ainda de acordo com o Cepea, os únicos produtos que registraram aumento no volume exportado foram os queijos (6,1%) e o creme de leite (7%), que responderam por 18,9% e 18% do total embarcado em março, ainda de acordo com a Secex. Em ambos os casos, houve alta no valor médio negociado: de 2,7% para o primeiro (a US$ 9,51/kg) e de 15% para o segundo (a US$ 4,03/kg).

As importações de lácteos, por sua vez, totalizaram 8,1 mil toneladas, conforme a Secex. Essa quantidade representou avanço de 14,5% sobre fevereiro, mas forte queda de 44% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Secex, o leite em pó foi o principal produto da pauta de importação em março, representando 46% do volume total (em kg). Foram adquiridas 3,7 mil toneladas, 29,5% a mais que em fevereiro. O preço médio da importação foi de US$3,43/kg, alta de 2,4% frente à do mês anterior. As compras externas de queijos, que representaram 28,1% das importações, cresceram 55%, totalizando aproximadamente 2,3 mil toneladas em março. O preço médio da aquisição foi de US$ 7,39/kg, 13% menor do que o registrado em fevereiro.

Balança comercial

A balança comercial de lácteos registrou saldo negativo de US$ 24,3 milhões, significativo aumento de 108,3% no déficit em relação ao mês anterior.

Em volume, a diferença se ampliou para 5,5 mil toneladas, 114,9% maior que a registrada em fevereiro. O resultado foi influenciado pela oferta limitada de leite no Brasil e pelos preços em alta no mercado doméstico – enquanto os preços dos derivados no mercado internacional mostraram tendência de redução durante março. Além disso, a maior valorização do Real frente às moedas estrangeiras nos últimos meses também contribuiu para a diminuição da competitividade dos lácteos brasileiros no mercado externo.

 

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