Governo Lula não suspendeu crédito rural, diz deputado Bohn Gass

O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT/RS), vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, disse que a falta de recursos do BNDES para o Plano Safra é consequência do baixo montante destinado pelo governo Bolsonaro. Por isso, enfatizou o parlamentar, o governo Lula precisou recompor, já no primeiro mês de sua gestão, as linhas de financiamento, mas os recursos se esgotaram logo porque a demanda estava reprimida há meses.
“A verdade é que o Plano Safra do governo Bolsonaro disponibilizou apenas R$ 19,8 bilhões para o BNDES usar em mais de 10 programas, entre eles o crédito rural. Todo mundo sabia que esse valor era insuficiente. A demanda histórica sempre foi muito superior. Por isso, em outubro do ano passado o próprio governo Bolsonaro paralisou o crédito rural”.
Bohn Gass também considera “fundamental que se esclareça o esforço que Lula fez, já no primeiro mês de governo, para retomar o crédito”:
“Quando assumimos, não havia um centavo para o crédito rural. Então, nosso governo conseguiu aportar R$ 2,9 bilhões de recursos adicionais para produtores rurais e suas cooperativas. Tanto que, em 26 de janeiro deste ano, os contratos reabriram. Acontece que a demanda estava reprimida há meses e os recursos foram consumidos em poucos dias.”
Para Bohn Gass, qualquer acusação que se faça contra o governo Lula neste tema, “mais do que mentirosa, é profundamente injusta”.
Novos recursos
O vice-líder informa que a nova direção do BNDES é sensível às necessidades do setor agropecuário e já está trabalhando para viabilizar novos recursos. O BNDES é responsável pela execução de cerca de 18% das verbas do Plano Safra.
“O crédito rural paralisado é um exemplo da destruição de políticas públicas pelo governo Bolsonaro. Mas já recriamos o Ministério do Desenvolvimento Agrário que, junto com o novo Ministério da Agricultura e com a participação de entidades e representações dos agricultores familiares e do agronegócio, vai formatar em breve o novo Plano Safra e garantir o crédito necessário”.

