Rebanho de bovinos tem maior expansão da série histórica, diz IBGE  

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Sílvio Ávila – Mapa

Com alta de 1,4% em 2016, frente ao ano anterior, o rebanho nacional de bovinos atingiu a marca de 218,2 milhões de cabeças, a maior desde 1974, quando começou a série histórica. O Centro-Oeste concentrou 34,4% do rebanho nacional, com destaque para Mato Grosso, que possui 30,3 milhões de cabeças (13,9% do total), um crescimento de 3,2%.

 

As informações são da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa Agropecuária (IBG) sobre criação de gado, leite, lã, ovos de galinha e mel. De acordo com a PPM, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul representaram, respectivamente, 10,8%, 10,5% e 10,0% do rebanho bovino nacional.

 

Entre os 20 municípios com os maiores efetivos, 13 estavam no Centro-Oeste, seis no Norte e um no Sul. São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Ribas do Rio Pardo (MS) trem maiores rebanhos.

 

Segundo a analista do IBGE Mariana Oliveira, o contexto regional contribuiu para o resultado da pesquisa: “A expansão do gado no Centro-Oeste é consequência da extensão do território, que favorece a pecuária de grande porte. Além disso, há a proximidade tanto com a indústria de abate, quanto com os centros de produção de grãos.”

 

A Região Norte, com 47,9 milhões de cabeças, teve o segundo maior efetivo do país, com alta de 1,7% em relação a 2015. Mariana diz que o deslocamento de bovinos para o Norte foi motivado pelos baixos preços das terras, pela disponibilidade hídrica e pelo clima favorável.

 

Pequenas altas ainda foram identificadas no Sudeste (0,8%) e no Sul (0,5%), além de baixa no Nordeste (-2,1%). “A redução do rebanho no Nordeste pode ter sido influenciada, entre outros aspectos, por intempéries climáticas”, ressalta Mariana.

 

Se o destaque da PPM para a criação animal foi a quantidade de bovinos, o da produção foi o mel, com 39,59 mil toneladas produzidas, uma alta de 5,1%. Esse crescimento também foi registrado em termos financeiros, com R$ 470,51 milhões, um aumento de 31,5% em relação a 2015.

 

A Região Sul representa 43,1% da produção nacional de mel, com o município de Ortigueira (PR) como maior produtor, seguido por Itatinga (SP) e Arapoti (PR). Sobre o aumento no valor produção, Mariana assinala que “foi uma consequência do crescimento da demanda pelo mel, que passou a ser um produto considerado mais saudável”.

 

Da redação, com Pedro Renaux e Luiz Bello (Agência IBGE Notícias)

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