CNA debate uso da agricultura digital no Brasil

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Flavio Ubiali/Embrapa

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, debateu o uso da agricultura digital no Brasil com representantes da empresa Monsanto.

A agricultura digital consiste no uso de tecnologias para a coleta de dados no campo e processamento dessas informações com a intenção de auxiliar o planejamento e a tomada de decisão dos produtores.

Durante a reunião, nesta quarta-feira (25), em Brasília, Mark Young, vice-presidente de Tecnologia da Climate Corporation, ligada à Monsanto, apresentou a Climate FieldView, plataforma que integra informações de plantio, pulverização, colheita e solo, entre outras, em um único banco de dados que pode ser acessado por celular, tablet ou computador.

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Martins, presidente da CNA, e Young, da Climate Corporation – Divulgação/CNA

João Martins reconheceu a importância das tecnologias no avanço da agropecuária brasileira. Segundo ele, a próxima transformação deverá ocorrer na pecuária, setor com grande potencial para se desenvolver e que precisará investir em tecnológica, assim como ocorreu na agricultura.

“A pecuária está evoluindo rapidamente nesses últimos tempos com novas tecnologias, transferência de embrião, avaliação de carcaça e de maciez da carne, mas precisaremos de equipamentos ultrassofisticados para continuar crescendo. Outro desafio é começar a construir uma pecuária leiteira eficiente e sermos competitivos como a agricultura brasileira é”, enfatizou o presidente da CNA.

O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, e o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, também participaram do encontro. Ambos destacaram que as tecnologias são fundamentais para a rentabilidade do produtor e poderão contribuir decisivamente em aspectos como redução de custos, seguro rural e na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

“Nós já contamos com um banco de dados e uma central de inteligência de assistência técnica. Temos indicadores de produtividade, indicadores econômicos e de custos. Ainda não utilizamos indicadores de imagem, de perfil de solo e histórico de adubação, mas isso é o futuro. Estamos avançando para isso. Temos interesse nessa interação e vamos avaliar aquilo que podemos agregar”, afirmou Daniel Carrara.

A reunião contou ainda com a presença do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço; do gerente de Relações Governamentais da Monsanto Brasil, Pedro Palatnik; e do gerente da Climate Corporation, Guilherme Belardo.

Da redação, com informações da CNA

 

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