Mudança do clima afeta desenvolvimento dos países, alerta ONU

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Evento avalia impacto das mudanças do clima para os países. Foto: FAO/L. Dematteis

A mudança do clima afeta diretamente a capacidade de desenvolvimento dos países, alerta o coordenador-residente interino da ONU no Brasil, Didier Trebucq. “Desastres naturais levam 24 milhões de pessoas por ano à pobreza e estão diretamente ligados à mudança do clima.”

Segundo ele, é preciso reconhecer os esforços do Brasil no combate às mudanças do clima. “Quando anunciou, em setembro de 2015, uma meta de redução das emissões de 37% em 2025, em relação aos níveis de 2005, o Brasil foi um dos únicos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução.”

As declarações foram feitas durante o seminário “Diálogos Estratégicos sobre Mudanças do Clima, Erradicação da Pobreza e Desenvolvimento Humano”, realizado na Casa da ONU, em Brasília. O evento reuniu representantes de governos, sociedade civil e organismos internacionais.

O seminário foi realizado pelo Sistema ONU no Brasil com apoio de Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), ONU Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

No seminário, os participantes discutiram como promover políticas para diminuir os efeitos adversos da mudança do clima, com base Agenda 2030 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na avaliação do diretor do Departamento de Políticas em Mudanças do Clima do Ministério do Meio Ambiente, José Miguez, políticas públicas integradas fortalecem o combate à mudança do clima.

“O Acordo de Paris é um chamado para a reflexão sobre o tema. É uma mudança de direção. Além do esforço global de cooperação internacional, há as obrigações nacionais. Nosso esforço é reduzir as emissões, para gerar oportunidades, inovação e empregos.”

Para o diretor do escritório da Cepal no Brasil, Carlos Mussi, a mudança do clima, a erradicação da pobreza e o desenvolvimento humano estão diretamente conectados. “Temos que pensar de forma integrada para termos sinergia nas ações que fortalecem o desenvolvimento, de maneira holística.”

Populações rurais e vulnerabilidade

O representante adjunto do Unfpa, Yves Sassenrath, destaca que a formulação de políticas públicas deve gerar mudança de padrões. “A desigualdade não é somente o que as pessoas têm, a desigualdade é o que as pessoas conseguem ou não fazer.”

Populações rurais e que vivem próximas às florestas, por exemplo, estão em situação de maior vulnerabilidade. São informações importantes para levarmos em conta para inspirarmos as políticas públicas e fazermos uma mudança significativa e sustentável.”

A representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, encerrou o seminário. Ela ressaltou que a série de “Diálogos Estratégicos sobre Mudança do Clima” é fundamental para disseminar boas práticas em andamento no país.

Da redação, com informações da ONU Brasil

 

 

 

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