Plantio em estufa faz maracujá triplicar produtividade no DF

a _ maracuja 22 _ 11 _ 22
Foto: Emater-DF

O Distrito Federal é hoje um dos polos de maior rendimento de maracujá no país. Com o cultivo pioneiro em estufa, o DF chega a colher 90 toneladas da fruta por hectare, contra 35 t/ha do modelo tradicional. O comércio de maracujá em Brasília movimenta em torno de R$ 14 milhões/ano, entre em feiras e indústrias. O quilo é vendido a R$ 2,50 no atacado e entre R$ 5 e 9 no varejo.

O plantio de maracujá em estufa protege a planta do vento e das variações do clima, fazendo com que tenha alta produtividade e lucratividade. “Além do sucesso da estufa, os produtores usam espécies adequadas ao Cerrado e aplicam tecnologias como irrigação e polinização manual”, diz Geraldo Magela Gontijo, gerente da Emater do Pipiripau, na área rural de Planaltina.

No DF, 126 produtores cultivam a fruta em 180 hectares. Neste ano, o maracujá entrou oficialmente para a agenda do governo distrital por meio da expedição Safra Brasília, realizada pela Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do DF para fazer um diagnóstico da produção local. O levantamento deve ser publicado no começo de 2018.

Segundo o secretário-adjunto de Agricultura, Lúcio Valadão, a cultura do maracujá no Distrito Federal se profissionalizou nos últimos tempos. “Com as novas tecnologias e espécies lançadas no mercado, o cultivo da fruta está garantindo mais renda e qualidade de vida para as famílias no campo, além de possibilitar melhorias na produção, na produtividade e no manejo”.

Entretanto, o cultivo da fruta exige muitos cuidados. “É uma cultura muito trabalhosa. Temos que polinizar cada flor do pé. Sem isso, ela não vira fruto”, conta Lucilha Neres Evangelista, que produz maracujá com a família há 30 anos.

Cercada pelas filhas, netos e bisnetos, a agricultora familiar cuida de mais de 25 mil pés no Pipiripau. A rotina diária envolve acordar cedo, limpar, podar, desbrotar, polinizar, colher, lavar, limpar, ensacar e pesar as frutas. “Produzimos cinco toneladas por ano e vendemos a maior parte na porteira de casa para o pessoal da Ceasa.”

Já o agricultor Pedro Malaquias e a mulher, Dorvalina Soares, colhem quatro caixas de maracujá pérola por semana. Eles também cultivam maracujá silvestre, que é mais doce e vem ganhando espaço na capital federal.

O casal iniciou a produção a partir de 50 pés e hoje tem 2 mil em uma propriedade de 7,5 hectares. “Optamos por cultivar de forma orgânica. É uma fruta mais resistente a pragas e doenças. Assim, a gente não precisa usar defensivo agrícola”, relata Malaquias.

O Brasil é o maior produtor mundial de maracujá, com uma produção de 330 mil toneladas em 33 mil hectares. A fruta também está presente no Caribe, Austrália, África e em algumas áreas do sul dos Estados Unidos.

Da redação, com Seagri-DF

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: