Exportações de frango e suínos têm aumento de receita em 2017

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Foto: EBC

A avicultura e a suinocultura terminam 2017 com desempenho positivo nas receitas de exportação em comparação a 2016. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques de frango devem fechar o ano em US$ 7,2 bilhões (+6%) e os de carne suína, em US$ 1,624 bilhão (+9,5%).

A produção de carne de frango deverá totalizar 13,056 milhões de toneladas em 2017, número que supera em 1,2% o volume produzido pelo país em 2016, de 12,90 mi de t. O consumo per capita deverá encerrar o ano em 42 kg, elevação de 1,8% em relação a 2016, de 41,1 quilos per capita.

Já a produção de carne suína deverá somar 3,758 mi de t, aumento de 0,5% em comparação ao volume produzido pelo país em 2016, de 3,731 mi de t. O consumo per capita deverá encerrar o ano em 14,7 kg, incremento de 2% em relação ao consumo do ano passado, de 14,4 kg per capita.

As projeções para 2018 indicam que a produção de carne de frango deverá superar entre 2% e 4% o volume de 2017. Ainda de acordo com a ABPA, a produção de carne suína no próximo ano deverá ter incremento entre 2% e 3% em comparação a 2017.

A previsão é que as exportações de frango em 2018 aumentem entre 1% e 3% em volume em relação a 2017. As vendas externas de carne suína devem ter elevação entre 4% e 5% em quantidade em comparação com este ano, retomando patamares próximos ao alcançado em 2016 (732 mil toneladas).

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, os resultados de 2017 superaram a expectativa traçada pela avicultura e pela suinocultura do Brasil no primeiro semestre.

Operação Carne Fraca

“Após viver sua mais profunda crise de imagem, o setor vislumbra um horizonte positivo”, diz Turra, referindo-se à Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, deflagrada para apurar denúncias de irregularidades na fiscalização do Ministério da Agricultura em frigoríficos.

“Os equívocos nas generalizações na divulgação da Operação Carne Fraca deixaram, de imediato, marcas profundas no setor produtivo, seja junto ao público brasileiro ou aos mercados internacionais”, observa Turra.

Internamente, acrescenta o presidente ABPA, o setor produtivo virou rapidamente a página, com a apresentação dos esclarecimentos técnicos.  “No mercado internacional, entretanto, o processo foi mais longo e ainda hoje tem suas consequências.”

De acordo com Turra, a relativa estabilidade cambial em longos períodos de 2017 favoreceu os negócios de exportações das duas cadeias. “E os custos de produção ajudaram: o preço equilibrado do milho e da soja, com a boa oferta dos insumos, garantiu ao setor produtivo melhor capacidade competitiva internacional neste ano.”

O presidente da ABPA destaca que a situação foi ainda mais positiva no mercado interno, com a reconquista de parte dos níveis de consumo perdido ao longo dos últimos dois anos, como impacto direto da crise econômica vivida pelo país. “O cenário de otimismo observado nos últimos meses também é visto no consumo [interno] de proteína animal.”

 

 

AGROemDIA

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