Operação de AGF para 300 mil t de arroz deve apoiar pequenos produtores do RS e de SC

arroz em casca irga
Foto: Divulgação/Irga

Os pequenos produtores de arroz do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina devem receber apoio do governo federal com a compra de 300 mil toneladas do cereal por meio de uma operação de AGF (Aquisição do Governo Federal). A AGF é um instrumento da Política de Garantia de Preços Mínimos (PMPM) que assegura sustentação de preço aos agricultores e suas cooperativas quando a cotação do produto está abaixo do valor mínimo fixado pelo governo para a safra.

A aquisição das 300 mil toneladas do cereal está sendo tratada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), pelo Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) e pela Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Do total previsto para a operação de AGF, 200 mil toneladas se destinarão ao RS e 100 mil t, a Santa Catarina, informa o representante da Federarroz e do Irga em Brasília, José Carlos Pires. Segundo ele, cada pequeno produtor poderá ser beneficiado com a compra de, no máximo, 5 mil sacos por meio da AGF.

 PEPRO e PEP

Com parte das medidas para apoiar o setor arrozeiro num momento de dificuldade no mercado, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará na próxima quinta-feira (22) operações para escoamento de 300 mil t de arroz da Região Sul, por meio de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

Os dois leilões garantirão, cada um, 150 mil toneladas de arroz, sendo a maior quantidade para o Rio Grande do Sul (270 mil t) e o restante (30 mil t) para Santa Catarina.

O valor dos prêmios será divulgado pela Conab com até dois dias de antecedência da realização do pregão. De acordo com o edital, o produto não poderá ser removido para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e os estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Rondônia e Pará.

Os leilões foram autorizados em portaria publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de dezembro e está previsto um valor aproximado de R$ 100 milhões para as operações.

SAIBA MAIS

No PEP, as indústrias de beneficiamento e comerciantes de cereais recebem o prêmio após comprovar a compra do produto pelo preço mínimo e o escoamento para os destinos permitidos.

Já no Pepro, o prêmio é ofertado ao produtor ou sua cooperativa que efetue a venda do produto pela diferença entre o preço mínimo e o valor do Prêmio Equalizador arrematado e comprove o escoamento nas condições previstas nos avisos.

 

AGROemDIA

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