Produtores antecipam busca por seguro para a próxima safra

Lavoura Protegida - Crédito Tovese Divulgação
Foto: Divulgação/Tovese

Enquanto a colheita das principais culturas de verão está em andamento, os produtores rurais já começam a pensar na próxima safra. Custos de produção, compra de insumos e irrigação, entre outros, fazem parte do planejamento das lavouras. Nos últimos tempos, o seguro rural ganhou força entre eles. Tanto que a área segurada no Brasil passou de 5,65 milhões de hectares em 2016 para 8,64 milhões de hectares no ano passado, conforme dados do Relatório do Programa de Seguro Rural do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Estes números revelam que há um crescimento do setor no país, mas ainda longe do ideal. Enquanto nos Estados Unidos mais de 90% da área rural está coberta pelo seguro rural, no Brasil este índice é de apenas 12%. “O produtor precisa contratar o seguro para se proteger de problemas que possam acontecer nas lavouras, mas não apenas nos períodos de El Niño ou La Niña”, enfatiza o diretor da Tovese Corretora de Seguros, Otavio Simch.

No fim, o seguro rural representa o menor custo da planilha do orçamento da lavoura. O especialista lembra que o produtor deve ter atenção na hora da contratação do seguro e buscar empresas com tradição no mercado local. Uma das opções é o seguro por talhão, que apresenta melhor retorno do que o realizado por média da propriedade. O custo entre as duas modalidades é quase o mesmo, mas, enquanto a primeira opção considera apenas a parcela da propriedade atingida, a segunda faz uma média geral da área contratada.

Por exemplo, no modelo por talhão, em uma área de 100 hectares de soja dividida em quatro talhões iguais e com produtividade garantida de 39 sacas por hectare, travando o preço da soja em R$ 70, onde apenas uma parte foi atingida e teve produtividade de 16 sacas por hectare, portanto menor do que o contratado, a indenização seria de R$ 40,25 mil.

Já no modelo por média de produtividade, que é utilizado pelo Proagro e em algumas outras formas de seguro, nas mesmas condições, é feita a média de toda a área. Se o agricultor produziu média geral de 40 sacas por hectare, não terá indenização.

“O produtor precisa olhar o seguro como investimento, assim como qualquer tratamento cultural ou de assistência técnica. O produtor necessita ver o que vai receber lá na frente na hora de ter algum sinistro”, observa Simch.

O diretor da Tovese alerta que é importante o produtor se agilizar na contratação do seguro, pois o Ministério da Agricultura recentemente anunciou o cronograma de liberação de recursos da subvenção federal, tanto para inverno como para verão. A sistemática do benefício da subvenção é pela ordem de contratação das apólices pelo produtor.

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: