Guerra comercial entre EUA e China pode beneficiar agronegócio brasileiro

Recorde no corredor de exportação da APPA.
Foto: Appa

Da Sputniknews

A guerra comercial travada entre a China e os Estados Unidos pode ter impacto direto no agronegócio brasileiro. Na última quarta-feira, os preços da soja do Brasil na Bolsa de Chicago bateram recorde e chegaram a US$ 1,80 por bushel.

Isso significa que, com esse valor, a tonelada da soja brasileira ultrapasse em US$ 66 o valor praticado na Bolsa dos Estados Unidos, tornando o produto nacional o mais caro do mundo.

O principal fator que contribuiu para o aumento do preço da soja brasileira no mercado é a tarifa imposta pela China sobre os produtos importados dos Estados Unidos.

Hélio Sirimarco, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), explicou que a situação ocorre porque os Estados Unidos são os principais fornecedores de soja para a China. Com a saída dos norte-americanos, o Brasil tende a ser o único fornecedor do governo chinês.

“O Brasil e os Estados Unidos são os principais fornecedores da China, mas no momento em que a China deixa de adquirir produtos americanos isso pode causar um impacto do preço da soja no mercado brasileiro”, ressaltou.

Cerca de 80% da soja brasileira no primeiro trimestre deste ano teve como destino o mercado chinês. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Sirimarco alerta, porém, que isso não significa que a soja dos Estados Unidos não tenha mercado.

“Os Estados Unidos deixam de vender para a China, mas eventualmente vão suprir outros compradores, já que o preço da soja americana fica mais barato do que o da soja brasileira”, comentou.

A soja é o segundo principal produto exportado pelo Brasil, atrás de petróleo, e responde por 9,42% do total de todas as exportações brasileiras. “A maior produção nossa é soja, este ano a estimativa é que a safra bata algo em torno de 119 milhões de toneladas, o que é um recorde”, disse Sirimarco.

 

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