Agro garante superávit da balança comercial brasileira e evita déficit de US$ 15 bi

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Foto: Facebook/Odilson Ribeiro e Silva

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 96 bilhões em 2017, com aumento de 13% em relação a 2016 e superávit de US$ 81,86 bilhões.  Sem as vendas externas do setor, a balança comercial do país seria deficitária em US$ 15 bilhões. O agro responde hoje – dados de abril deste ano – por 44,8% do total do comércio exterior do Brasil.

Os números fazem parte do balanço de dois anos do governo Temer e foram divulgados nessa terça-feira (15) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“O nosso principal produto é soja em grãos. Somos o maior o maior exportador [mundial] de soja e temos planos de agregar ainda mais valor a esse produto”, diz o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva.

No ano passado, segundo a SRI, foram abertos importantes mercados para o agro brasileiro, como carne suína para a África do Sul, produtos lácteos para a Malásia, material genético para países da Ásia (como a Coréia do Sul), arroz para o Peru, peixes para Israel e carne bovina para a Argentina.

Na busca de novos mercados, a SRI desenvolve o Plano Estratégico de gestão, lançado há dois anos. A meta é alcançar 10% do mercado do agro mundial, hoje estimado em US$ 1,2 trilhão. A participação atual do Brasil no comércio agrícola global é de cerca de 7%.

“Procuramos agir em sintonia, evitando dificuldades para exportações e verificando quais são os nichos de mercado em que temos mais condições de vender. Trabalhamos também nas conferências das partes de biodiversidade, de clima, mostrando o que o Brasil trabalha pela conservação do meio ambiente do planeta”, observa o secretário.

“Também estamos preparando um programa de promoção do agro brasileiro, que deverá incluir, anexo aos produtos importados, um código que levará o consumidor a um site, no qual ele poderá acompanhar o sistema de produção daquele produto”, informa Odilson Ribeiro. Um dos objetivos do programa de rastreamento é mostrar a sustentabilidade do agro brasileiro.

Odilson Ribeiro destaca ainda a atuação da rede de adidos agrícolas do Brasil. A SRI investiu na ampliação do quadro de servidores no exterior. Atualmente, 14 adidos agrícolas trabalham na promoção dos produtos brasileiros e na defesa dos interesses comerciais do agro em 41 países e blocos econômicos.

Até o final do ano, o Mapa deve ter mais 11 adidos, o que elevará para 25 o número de profissionais. Com isso, o país ampliará a atuação dos adidos para 80 países e blocos econômicos. O Brasil exporta hoje para 189 países e a União Europeia.

De 1997 a 2017, em 20 anos, o Brasil exportou US$ 1,23 trilhão, e o agronegócio foi o setor que mais contribuiu para a balança comercial e para a economia brasileira, de acordo com a SRI.

Da redação, com Mapa

 

 

 

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