Pedro Chaves apoia caminhoneiros e culpa Petrobras por alta dos combustíveis

Ao criticar a alta dos combustíveis, o senador Pedro Chaves (PRB-MS) responsabilizou a Petrobras por estar repassando ao consumidor final o prejuízo de anos de má administração e desmandos. “Como consequência disso, está havendo sucessivos aumentos nos preços da gasolina e do diesel.”
Segundo o parlamentar sul-mato-grossense, no ano passado, o litro da gasolina aumentou 61 vezes e o do diesel 68 vezes em menos de seis meses. “De julho de 2017 a maio de 2018, a alta do preço do combustível foi acima de 42%. Não podemos aceitar isso”, diz Pedro Chaves.
Apesar da preocupação com o impacto causado pela greve, com o desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos, Pedro Chaves apoia os caminhoneiros. Nesta semana, ele esteve com grevistas estavam na BR-158, entre os municípios de Cassilândia e Paranaíba (MS).
“Durante visita a municípios da região do Bolsão, cumprimentei os grevistas que estão sendo penalizados com a política de preços da Petrobras. Ela tem repassado as flutuações nas cotações internacionais às refinarias, o que significa que a alta do dólar impactou o custo do frete”, afirma o senador.
“O povo brasileiro não tem condições de arcar com mais esse prejuízo em série. Causa extrema preocupação o fato de os parâmetros da economia estarem em franca recuperação e, agora, com essa alta sucessiva de preços, isso pode comprometer a taxa de juros e a inflação”, acrescenta o parlamentar.
Prejuízos à população
Pedro Chaves também considera fundamental o acordo entre o governo e os líderes de entidades do setor do transporte de cargas. Na sua avaliação, a população não pode continuar tendo prejuízos por causa da paralisação dos caminhoneiros.
O senador acredita que a melhor solução de curto prazo é reduzir significativamente o preço dos combustíveis. “Nem que para isso o governo federal tenha que bancar uma parte do valor e desonerar outra.”
“O governo deveria implementar políticas de incentivo à diversificação do modal de transporte brasileiro, com mais investimentos em ferroviais e hidrovias para desafogar as rodovias”, pontua Pedro Chaves.

