Greve dos caminheiros: PF pede à Justiça prisão de empresários por incentivar locaute

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 A Polícia Federal já encaminhou à Justiça pedido de prisões de empresários que estariam por trás do locaute [paralisação incentivada por empresas] do transporte de cargas no país, disse há pouco o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo), no Palácio do Planalto. Ele anunciou também a aplicação de multas de R$ 100 mil por hora parada nas estradas, a fim de acabar com a greve dos caminhoneiros, que hoje completa seis dias.

Segundo Marun, o governo está convencido que empresários estariam se aproveitando da greve dos caminhoneiros para estimular o locaute – quando os patrões de determinado setor não dão aos trabalhadores os instrumentos para que eles desenvolvam seu trabalho, impedindo-os de exercer a atividade. A PF, informou ele, já abriu inquéritos para investigar o locaute – proibido por lei – e intimou empresários para prestar depoimento.

“Hoje temos a convicção de que, além do movimento paredista, existe o locaute. A PF já tem inquérito abertos para investigar essas suspeitas. E os empresários suspeitos serão intimados. Rogério Galloro [diretor-geral da PF] também nos informou que já existem pedidos de prisão. Estão aguardando manifestação da Justiça”, afirmou Marun.

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, no final da manhã deste sábado (26), Marun reiterou que o governo não tolerará mais o desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos. Conforme o ministro, a aplicação de multa visa o cumprimento do acordo firmado, quinta-feira (24), para o desbloqueio das rodovias. Em algumas partes do país, os protestos seguem e até aumentaram.

“O governo espera que os canhoneiros cumpram o seu papel [no acordo]”, assinalou Marun. O presidente Michel Temer, acrescentou o ministro, está preocupado especialmente com o transporte de insumos para a saúde, já que a paralisação ameaça os serviços da rede hospitalar.  “O que o preocupou sobremaneira o presidente Temer é a situação da saúde. Não obstante tenhamos os principais hospitais do país em funcionamento, abastecidos, os seus estoques são de minutos e existe nesse momento uma grande preocupação.”

Marun concedeu entrevista após participar de reunião com Temer e os demais ministros do gabinete de crise para avaliar a situação da greve.

 

 

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