Cooperativas gaúchas lançam novos mix de produtos

O grande objetivo das cooperativas gaúchas, nos próximos anos, é agregar valor à produção. O setor está expandindo seus negócios, com a participação de 50% da safra de soja e 60% da colheita de trigo, além de percentual representativo de milho e arroz. O leite, por sua vez, é responsável por 45% da produção do RS e, nessa atividade, há muita agregação de valor com a industrialização. As cooperativas também atuam forte nas cadeias de proteína animal, principalmente nas de aves e suínos.
Nas últimas semanas, por exemplo, pelo menos dois produtos de cooperativas foram anunciados no mercado. A Cotripal, de Panambi (RS), apresentou a carne de hambúrguer para sua linha Angus Supreme, já temperada e rica em Ômega 3. E a Cotrirosa, de Santa Rosa (RS), lançou no seu mix de produtos uma linha de feijão premium selecionado criteriosamente e com grãos nobres.
Segundo o presidente das Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, hoje há grande preocupação do setor em agregar valor à produção. Para ele, esse é o compromisso de uma cooperativa que quer ser protagonista. “Desde o momento em que estamos reunidos num sistema cooperativo, em que os produtores estão agregados em torno da ideia cooperativa, há o compromisso de ser protagonista”, observa, destacando que o último encontro de dirigentes das cooperativas gaúchas, em Bento Gonçalves, sinalizou eixos e a agregação de valor foi unânime.
Apesar de o número de cooperativas ter diminuído no RS, nos últimos anos, a importância econômica do setor aumentou muito, ressalta Pires. Conforme o dirigente, as cooperativas hoje têm lastro forte de faturamento, de capacidade de endividamento e de domínio de tecnologia de gestão para agregar valor. “Não tenho dúvidas que algumas cooperativas estão, de forma muito forte, agregando valor à produção, que é a meta do final desse decênio de 2010-2020.”
“O objetivo das cooperativas é agregar valor à produção que seu associado lhe entrega de forma primária e em um processo de industrialização que precisa de muita cooperação, com projetos industriais intercooperativos”, reforça Pires.

