Em agosto, Maringá será a capital da aviação agrícola brasileira

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Foto: Castor Becker Júnior/Sindag/Divulgação 

Daqui a 30 dias, o município paranaense de Maringá será a capital do setor aeroagrícola nacional, com a realização do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil. O evento é promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e vai ocorrer de 6 a 9 de agosto. A programação reunirá empresários, pilotos, produtores rurais, autoridades e pesquisadores, com palestras e debates sobre demandas e perspectivas do setor – no qual o país é a segunda maior potência mundial.

O primeiro dia do Congresso terá demonstrações práticas de aviões, drones e equipamentos, no Aeródromo Recanto das Águias, a 10 quilômetros ao norte da cidade. Nos três dias seguintes, a movimentação seguirá no pavilhão principal do Parque da Sociedade Rural de Maringá, no bairro Vila Morangueira. As atividades ocorrerão em três auditórios, junto aos 100 estandes na mostra de equipamentos e tecnologias.

Além de empresas brasileiras como a Embraer e outras que são referência em tecnologias embarcadas e sistemas desde monitoramento até trato de lavouras, o evento contará com diversas participantes estrangeiras, como a norte-americana Air Tractor (maior fabricante mundial de aviões agrícolas), a canadense Pratt & Whitney (motores para aviões).

“São pelo menos seis novos expositores vindo dos Estados Unidos, em comparação ao último evento aeroagrícola do ano passado”, comenta o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle. “A edição 2017 ocorreu em Canela, na Serra Gaúcha, e foi recordista, apesar de 30% menor do que está sendo previsto para Maringá.”

Frota paranaense

A aviação agrícola é um setor altamente especializado, e o Paraná tem a quinta maior frota do país, conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Anac. São 136 aviões operados por 25 empresas aeroagrícolas (que prestam serviços para produtores) e 28 operadores privados (produtores ou cooperativas que têm seus próprios aviões).

Segundo o Sindag, as aeronaves são essenciais em lavouras como soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, trigo, florestas, cítricos e banana, principalmente por causa da rapidez e precisão, além de conseguir atender estágios de plantas altas e em terrenos alagados, sem falar que evita o amassamento de plantas.

Além da aplicação de produtos químicos ou biológicos nas plantações, os aviões servem também para a aplicação de fertilizantes e semeadura (inclusive de pastagem, na integração lavoura/pecuária). As aeronaves também são usadas em outras tarefas, desde o combate a incêndios em áreas de preservação natural até o povoamento de lagoas ou rios com alevinos.

Da redação, com Sindag

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