Incêndio destrói Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio

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Fogo consome o quinto maior acervo do mundo – Foto: Vitor Abdala/Agência Brasil

Não houve vítimas no incêndio que atinge, na noite deste domingo (2), o Museu Nacional do Rio de Janeiro, um prédio histórico de 200 anos na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte da capital fluminense, segundo informações preliminares. No entanto, o fogo destrói coleções inteiras e as exposições que estavam em duas áreas da frente do prédio principal, que foi residência da família real brasileira. O Museu Nacional tem o quinto maior acesso do mundo.

O incêndio começou por volta das 19h30 deste domingo. De acordo com a assessoria de imprensa do Museu Nacional, as chamas atingiram as salas da administração, além dos locais em que havia exposições e coleções inteiras. Calcula-se que o acervo tenha cerca de 20 milhões de itens, que estão sendo destruídos pelo fogo.

O levantamento completo do que está sendo destruído ainda não pôde ser realizado, porque o fogo é intenso no local e há riscos de explosões. O edifício tem um dos acervos mais importantes do país. Conforme a assessoria, no momento em que houve o incêndio, os quatro seguranças que estavam no prédio conseguiram escapar.

Homens de quatro quartéis do Corpo de Bombeiros trabalham no local, que fica dentro do parque nacional da Quinta da Boa Vista. O prédio tem três andares e o fogo toma de conta de boa parte da construção.

Tragédia

Segundo a assessoria de imprensa da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o reitor Roberto Leher, diretores e diversos especialistas do Museu Nacional já estão na Quinta da Boa Vista na noite deste domingo, acompanhando o trabalho de combate ao incêndio. A assessoria afirmou ainda que os especialistas estão auxiliando os bombeiros a identificar a localização dos diversos itens do acervo do museu.

Em nota, o Ministério da Educação lamentou “o trágico incêndio ocorrido neste domingo no Museu Nacional do Rio de Janeiro, criado por Dom João VI e que completa 200 anos neste ano. O MEC não medirá esforços para auxiliar a UFRJ no que for necessário para a recuperação desse nosso patrimônio histórico”, diz o comunicado.

O diretor do Museu Histórico Nacional, Paulo Knauss, considerou o incêndio “uma tragédia”. Paulo lembrou que o museu foi, além de residência da família real, sede da 1ª Assembleia Constituinte do Brasil.

“É uma tragédia lamentável. Em seu interior há peças delicadas e inflamáveis. Uma biblioteca fabulosa. O acervo do museu não é para a história do Rio de Janeiro ou do Brasil. É fundamental para a história mundial. Nosso país está carente de uma política que defenda os nossos museus”, afirmou Paulo Knauss.

No Facebook, a jornalista gaúcha Vera Dayse Barcellos reproduziu, “com a alma dolorida”, comentário do também jornalista gaúcho Jones Lopes da Silva:  “Incêndio do Museu Histórico Nacional no Rio não representa apenas a derrocada da cultura, é a derrota da nação. É a falência do Estado, é a indiferença do Brasil pelo Brasil. É a morte do passado e do presente. Mas vamos lá, Brasília. Você já reservou o jantar naquele restaurante?”

Apesar de sua importância histórica, o Museu Nacional também foi afetado pela crise financeira da UFRJ e está há pelo menos três anos funcionando com orçamento reduzido, segundo reportagem de maio do Bom Dia Brasil de maio deste ano.

Da redação, com informações da Agência Brasil e G1

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