Chegou a hora de vacinar o rebanho contra a febre aftosa

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Pecuaristas de todo o país devem imunizar animais a partir desta quinta (1º) – Gov. de RO

Os pecuaristas de todo o país devem ficar atentos: começa nesta quinta-feira (1º), na maioria dos estados, a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Nesta fase, devem ser imunizados os animais com até 24 meses, esclarece o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Somente o Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima (reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos) vacinarão todo o rebanho (jovens e adultos).

Na etapa de maio foram vacinados 197,87 milhões de animais de um total previsto de 201,23 milhões de cabeças. A cobertura vacinal atingiu 98,33%. Atualmente, o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos é de 217.493.867. Os estados com maior número de animais são o Mato Grosso com 30 milhões de animais, seguido de Minas Gerais com 23,3 milhões de cabeças. A cidade com maior rebanho é São Félix do Xingu, no Pará: 2,2 milhões de cabeças.

O Brasil é considerado livre da aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação.

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, “até novembro de 2019, com a retirada gradual da vacinação, o ganho direto do criador poderá ser revertido na melhoria do rebanho e da propriedade, com investimentos em insumos e tecnologia que irão trazer maior produtividade”. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de Estados para a retirada completa da vacinação no país.

Conforme estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, em 2018 deverão ser utilizadas 337.713.800  doses de vacinas; em 2019, serão 308.235.501; em 2020, 269.395.197; em 2021, 155.118.834. Com a redução do uso da vacina, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões e, em 2022, de R$ 506 milhões, alcançando quase R$ 1 bilhão, sem contabilizar os gastos com o manejo envolvido na vacinação (mão de obra, cadeia de frio, transporte e outros).

Cuidados com a vacinação:

*Compre as vacinas somente em lojas registradas.

*Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C.

*Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.

*Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação.

*Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.

*Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação.

*Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 5 ml. O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma. Para evitar a formação de caroço no local da vacina.

*Siga as recomendações de limpeza, utilize a agulha certa, desinfetada e trocada com frequência.

*Não se esqueça de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas.

Acesse aqui o calendário de vacinação de novembro.

Veja aqui os dados de fechamento da primeira fase da campanha, realizada em maio.

AGROemDIA

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